O vice-presidente da República, Michel Temer, destituiu de sua empresa a secretária que era paga com recursos públicos, mas também cuidava dos seus negócios privados.
Gilda Silva Sanchez, que recebe salário de 7 372,22 mensais do governo e dá expediente no escritório da Presidência em São Paulo, também era diretora e assinava pela Tabapuã Investimentos e Participações, conforme revelou o site de VEJA na última sexta-feira.
Mário Rodrigues

Spazio Faria Lima, no Itaim Bibi, Zona Oeste de São Paulo
O Estatuto do Servidor (Lei 8.112/90) proíbe funcionários públicos de "participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário". Apesar de ter permanecido em situação irregular por dois meses, Gilda manteve o cargo na vice-presidência.
A sócia do vice na empresa é sua filha Luciana Temer, atual secretária de Assistência Social da prefeitura de São Paulo. Como ela não é administradora ou gerente da Tabapuã, pode conciliar as duas funções - a de sócia e a de funcionária pública -, segundo a lei brasileira.
A Tabapuã tem capital social declarado de 2,2 milhões de reais. A empresa foi fundada após as eleições de 2010 para administrar um complexo de salas comerciais no luxuoso edifício Spazio Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo. As salas, que juntas têm 700 metros quadrados e vinte vagas de garagem privativas com manobrista, estão alugadas para o banco de investimentos BR Partners. Segundo imobiliárias da região, o valor do aluguel mensal varia de 80 000 reais a 100 000 reais e o preço de mercado do imóvel é de 12 milhões de reais. Desde março, Temer alterou o estatuto da empresa para reaplicar os valores recebidos, por exemplo, no mercado financeiro.
Veja

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