Nigéria suspeita que meninas sequestradas foram divididas em grupos pelo país
O governo da Nigéria descartou nesta terça-feira que as mais de 200 estudantes sequestradas pela milícia radical islâmica Boko Haram estejam na floresta de Sambisa, refúgio e base de operações do grupo armado, e suspeita que as meninas possam ter sido divididas em vários grupos distribuídos por todo o país. “Não há indícios que demonstrem que nossas meninas ainda estão na floresta.
Também não há indícios de que tenham sido levadas para fora do país”, disse o ministro da Informação, Labaran Maku, em entrevista ao jornal local The Punch. Os trabalhos de busca do exército nigeriano, apoiado por equipes internacionais, concentraram-se na floresta de Sambisa, no estado de Borno, no norte do país, para onde se suspeitava que tinham sido levadas as garotas após o sequestro.
Maku negou enfaticamente as informações que indicam que as meninas foram levadas para fora da Nigéria. “Alguns disseram que elas foram vistas em Camarões e na República Centro-Africana. Mas não há provas que demonstrem isso”, argumentou Maku, que reconheceu ser “difícil” lutar contra os membros do Boko Haram. O ministro aproveitou a entrevista para pedir ao governo federal que negocie com o Boko Haram a libertação das meninas sequestradas.
No dia 14 de abril, 276 meninas com idades entre 12 e 18 anos foram sequestradas por radicais islâmicos em uma escola de ensino médio em Chibok, no estado de Borno. Segundo as informações mais recentes, 223 continuam desaparecidas. Apesar do esforço internacional para encontrar as garotas, a investigação ainda não mostrou progressos.
No sábado, em Paris, líderes africanos e potências ocidentais chegaram a um acordo sobre um plano internacional de compartilhamento de inteligência e ações coordenadas para lutar contra o grupo radical islâmico Boko Haram. O anfitrião François Hollande, presidente da França, afirmou que o plano é de “longo prazo. Além de Hollande, estavam presentes na reunião o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, líderes do Níger, Camarões, Chade e Benin; e representantes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.
(Com agência EFE)
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