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ONU prevê recorde de temperatura anual até 2025 em relatório


 

Há 90% de chances de que pelo menos um ano de 2021 até 2025 será o mais quente de todos os já registrados, e 40% de chances de quea temperatura média nesse período exceda os níveis pré-industriais em 1,5ºC, limite recomendado pelo Acordo de Paris para evitar efeitos mais catastróficos das mudanças climáticas.

As previsões estão em um relatório divulgado nesta quarta-feira (26/05) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, preparado com dados do Escritório Meteorológico do Reino Unido. O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, afirmou que "estamos chegando mais perto [do limite] de forma mensurável e inexorável".

O Acordo de Paris estabeleceu o objetivo de manter o aumento da temperatura global neste século "bem abaixo" de 2ºC, embora exija esforços contínuos dos países para manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC. O texto considera a temperatura média em um período de 30 anos, e não a de um ano específico.

Em 2020, as temperaturas globais aumentaram 1,2ºC acima dos níveis pré-industriais, um valor muito semelhante ao de 2016, até agora o ano mais quente de todos os registrados. Segundo o documento, todos os anos de 2021 a 2025 provavelmente serão pelo menos 1 grau mais quente do que a era pré-industrial.

Ciclones mais frequentes

O relatório considera altamente provável que as temperaturas aumentem em todas as regiões, exceto em partes dos mares do sul e do Atlântico Norte.

A entidade também prevê o aumento da precipitação em altas latitudes, na transição entre o deserto do Saara e a savana africana e na Austrália, enquanto a região sudoeste da América do Norte deve ficar mais seca.

O documento projeta ainda um aumento do número de ciclones tropicais no Atlântico, após um 2020 que já registrou uma incidência sem precedentes de ciclones tropicais, com 30 tempestades desse tipo na região.

"Há sempre algumas oscilações para cima e para baixo nas temperaturas anuais, mas essas trajetórias de longo prazo são persistentes", disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais, da NASA.

"Parece inevitável que cruzaremos esses limites, pois há atrasos no sistema, há inércia no sistema, e nós ainda não fizemos um corte significativo das emissões globais", afirmou.

 

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DW 
EFE
Reuters

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