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TIRZEPATIDA - A droga do século 21 não dá euforia. Dá controle.


 

O que ficou conhecido popularmente como “canetinha do emagrecimento” virou, nas redes sociais, um símbolo estético.

Mas quem observa com atenção percebe algo muito mais profundo acontecendo.

 

Essas drogas não estão apenas fazendo pessoas perderem peso.

Elas estão reduzindo impulsos.

 

Elas silenciam o “sim automático” da mente.

O sim para comer sem fome.

O sim para comprar por impulso.

O sim para beber mais uma taça.

Para fumar mais uma vez.

Para clicar, dopar, repetir.

 

O que essas injeções fazem, na prática, é ensinar o cérebro a recusar prazer fácil.

E quando o prazer fácil perde força, tudo muda.

 

O corpo responde primeiro.

A mente vem logo depois.

 

A ação acontece diretamente no sistema de recompensa do cérebro.

O apetite diminui — sim.

Mas o efeito mais profundo aparece em outro lugar:

 

Menos ansiedade para consumir.

Menos compulsão por álcool.

Menos compulsão por cigarro.

Menos desejo por drogas.

Menos compras impulsivas.

Menos necessidade constante de estímulo.

 

O desejo exagerado começa a desaparecer.

 

Estudos já indicam reduções importantes no consumo de álcool, em comportamentos compulsivos e até em vícios considerados “invisíveis”.

Surge um novo fenômeno psicológico:

o silêncio mental — a ausência daquela fome constante por tudo.

 

A promessa nunca foi apenas emagrecer.

Isso foi marketing.

 

O que a ciência começa a revelar agora é mais profundo e mais desconfortável:

essas drogas estão reprogramando o comportamento humano.

 

Elas atuam exatamente onde terapia, disciplina e força de vontade costumam falhar:

no impulso primitivo.

 

A nova fronteira do poder pessoal não é força.

É freio.

 

Nunca se falou tanto em produtividade, performance e autocuidado.

Mas tudo começa em um ponto simples e raro:

a real capacidade de dizer “não”.

 

A ciência criou um botão que a cultura nunca conseguiu construir.

 

E é nesse contexto que surge uma pergunta recorrente:

por que medicamentos como a Tirzepatida podem ser encontrados no Paraguai?

 

A resposta está na legislação.

 

O Paraguai possui um sistema de patentes diferente do brasileiro.

Em alguns casos, determinadas moléculas não tiveram patente concedida ou válida no país, o que permite sua produção ou comercialização local por outros laboratórios, dentro da lei paraguaia.

 

Isso não significa ausência de controle sanitário.

 

O país conta com a DINAVISA — a Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria —, órgão regulador responsável por fiscalizar medicamentos, fábricas e importações.

Uma agência estruturada, com critérios técnicos, inspeções e exigência de qualidade, comparável à ANVISA do Brasil dentro do seu contexto legal.

 

Ou seja: quando um medicamento é aprovado pela DINAVISA, ele passa por avaliação sanitária.

A diferença não está na fiscalização.

Está no sistema de patentes e no enquadramento jurídico de cada país.

 

Por isso, certos medicamentos podem ser legalmente comercializados no Paraguai antes ou de forma diferente do Brasil.

 

Mas, no fim, a discussão vai além do acesso.

 

Essas drogas não são apenas sobre emagrecer.

Não são apenas sobre estética.

 

Elas não estão esvaziando apenas corpos.

Estão esvaziando compulsões.

 

Não estão criando pessoas magras.

Estão criando mentes capazes de sair do ciclo do excesso.

 

E talvez —

esse seja o verdadeiro luxo do século 21.

 

Texto de Jornalista Wilson Vieira


Lula diz que quer nomear para o STF alguém que cumpra a Constituição


 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que ainda não escolheu quem será o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), no lugar de Luís Roberto Barroso, que decidiu se aposentar antes do prazo.

Durante uma entrevista após compromissos em Roma, Lula explicou que não procura “um amigo” para o cargo, mas sim alguém que tenha como principal missão cumprir a Constituição Federal.

“Quero uma pessoa — homem ou mulher, preto ou branco — que tenha capacidade e preparo para ser ministro do Supremo. Não quero um amigo, quero alguém que entenda que sua função é fazer valer a Constituição brasileira”, declarou o presidente.

Aposentadoria antecipada de Barroso

O ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, foi indicado ao STF em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Ele anunciou sua aposentadoria na última quinta-feira (9), durante a sessão plenária da Corte.

Embora a aposentadoria obrigatória dos ministros aconteça aos 75 anos — idade que Barroso só completaria em 2033 —, o magistrado preferiu deixar o cargo antes, explicando que quer viver de forma mais leve, com mais tempo para literatura e poesia.

“Foram doze anos e pouco mais de três meses de trabalho no Supremo, incluindo dois como presidente. Agora sinto que é hora de seguir outros caminhos, sem o peso do poder e da exposição pública”, disse Barroso em tom emocionado.

Como é feita a escolha de um ministro do STF

A Constituição Federal define os critérios e o processo para escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

1.      Indicação – O presidente da República indica o nome do candidato.

2.      Sabatina no Senado – O indicado é avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), formada por 27 senadores.

3.      Votação na CCJ – A comissão vota o parecer sobre o indicado. Se aprovado, o nome segue para o plenário do Senado.

4.      Aprovação final – O indicado precisa ter o apoio da maioria absoluta dos senadores (41 dos 81).

Além disso, o candidato precisa cumprir três requisitos principais:

·         Ter entre 35 e 75 anos de idade;

·         Possuir notável saber jurídico, ou seja, amplo conhecimento em Direito;

·         Ter reputação ilibada, o que significa ser uma pessoa íntegra e com boa conduta.

Os últimos indicados aprovados pelo Senado foram Flávio Dino e Cristiano Zanin.