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Brasileiros descobrem estrela gêmea do Sol
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciaram a descoberta da uma estrela gêmea do Sol, dois bilhões de anos mais velha.
A CoRoT Sol 1, como foi chamada, é considerada um astro irmão por ter massa e composição química muito semelhantes ao Sol. Ela é a gêmea solar mais madura e distante da Via Láctea já encontrada.
Observações feitas com o uso do telescópio Subaru, operado pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), sugerem que a estrela tem cerca de 6,7 bilhões de anos, contra aproximadamente 4,5 bilhões do Sol. Dados obtidos pelo satélite CoRoT (Convection, Rotation and planetary Transits) indicam que o astro tem um período de rotação de aproximadamente 29 dias, com cinco dias para mais ou para menos, enquanto o período de rotação do Sol é estimado em 27 dias, com dois dias e meio para mais ou para menos.
A CoRoT Sol 1 se localiza na constelação de Unicórnio, a 2.700 anos-luz de distância da Terra, e seu brilho é relativamente fraco. Outras gêmeas já descobertas, mais novas do que o Sol, têm brilho 200 vezes maior do que ela.
Futuro do Sol – A descoberta de uma irmã mais velha pode ajudar os pesquisadores a estudar o futuro do Sol. "Em dois bilhões de anos, quando o Sol tiver a idade atual da CoRoT Sol 1, a radiação emitida por ele deve aumentar e tornar a superfície da Terra tão quente que não haverá mais água no estado líquido", afirma José Dias do Nascimento, professor do departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN e principal autor do estudo.
O satélite CoRoT forneceu informações sobre mais de 250.000 estrelas. A partir desse material, os pesquisadores da UFRN criaram métodos de seleção, até reduzir o número de candidatas a gêmeas solares a quatro, para que apenas uma, a CoRoT Sol 1, fosse escolhida. O número 1 indica que os pesquisadores esperam encontrar mais astros semelhantes ao Sol. "Temos uma lista de 100 boas candidatas, além de trinta que foram descritas no artigo", explica Nascimento.
A descoberta foi descrita em um artigo intitulado The Future of the Sun: An Evolved Solar Twin Revealed by CoRoT, que foi aceito para publicação no periódico Astrophysical Journal Letters.
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