A disputa pelo comando da comissão provisória do Partido Liberal em Colombo ganha contornos dramáticos após a direção estadual anular diretórios para alinhar a legenda aos projetos de Sergio Moro.
O cenário político de Colombo entrou em estado de ebulição nesta semana. O estopim foi a decisão da Executiva Estadual do Partido Liberal (PL) de anular todas as comissões provisórias municipais do Paraná. A medida, vista como uma "limpeza de terreno", visa reestruturar a legenda para dar suporte à pré-candidatura do Senador Sergio Moro ao Governo do Estado.
Em Colombo, a decisão não foi recebida com passividade. Um bloco de resistência formado pelos vereadores Zé Arcie, Hélio Feitosa e João da Agrolombo declarou união absoluta em torno de um único objetivo: manter o controle da legenda no município e evitar que a sigla seja entregue a novos atores políticos sem consulta à base local.
O Fator Moro e a Indignação da Base
A tensão escalou após a circulação de um vídeo em que Sergio Moro declara apoio à entrega da provisória municipal para Thiago de Jesus. A sinalização foi interpretada como uma intervenção direta "de cima para baixo", ignorando as lideranças que já constroem o partido na cidade.
A revolta não se limita ao legislativo. O vice-prefeito de Colombo, Paulo Coradin, também filiado ao PL, integra o grupo que demonstra insatisfação com os rumos da negociação. Para os parlamentares locais, a história e o trabalho realizado pelo partido na cidade estão sendo preteridos por conveniências eleitorais externas.
O Tabuleiro de Influências
A disputa de bastidores envolve nomes fortes da política estadual, transformando Colombo em um ponto estratégico para 2026:
- O Desafiante: Thiago de Jesus conta com o suporte direto do Deputado Estadual Paulo Gomes, articulando sua ascensão ao comando do PL local.
- O "Homem de Confiança": O vereador Ademar Costa, embora filiado ao União Brasil, atua como peça-chave no tabuleiro. Ele é o braço direito do Deputado Estadual Mauro Moraes, que monitora a situação de perto, buscando expandir sua zona de influência sobre o PL colombense.
Próximos Passos
O "trio de ferro" do PL (Arcie, Feitosa e Agrolombo) já sinalizou que não abrirá mão da disputa e promete levar o embate até as últimas instâncias partidárias. O grupo argumenta que a autonomia municipal é fundamental para o sucesso da legenda nas urnas locais.
Enquanto a executiva estadual busca centralizar o poder para pavimentar o caminho de Moro, os vereadores de Colombo mostram que o diretório municipal não será entregue sem uma intensa batalha política. A pergunta que ecoa nos corredores da Câmara Municipal e da Prefeitura é uma só: quem terá a palavra final sobre o destino do 22 em Colombo?
Nota de Bastidor: A movimentação em Colombo reflete um fenômeno que ocorre em várias cidades do Paraná, onde a "verticalização" das candidaturas estaduais colide com acordos e lideranças regionais já estabelecidas. O desfecho desta contenda será um termômetro fiel da força do PL para as próximas eleições.

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