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Morreu um dos maiores atores do Brasil - Cláudio Cavalcanti aos 73 anos


Claudio Cavalcanti, de 73 anos, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, morreu às 18h deste domingo (29) no Rio de Janeiro.
O ator, cujo último trabalho na TV é a segunda temporada de "Sessão de Terapia", com estreia no dia 07/10, estava internado na UTI do Hospital Pró-Cardíaco desde a última semana. 
Na última terça, 24, Claudio passou por um cirurgia por conta da falência de uma vértebra. Ele estava sedado desde então e aguardando a estabilização do quadro. Segundo seu cardiologista e genro, Carlos Eduardo Menna Barreto, o ator sofreu um choque cardiogênico, que evoluiu para uma insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, ocasionando o falecimento. 

No hospital, a família contou com o apoio de amigos como o ator Paulo Gracindo Jr, que vinha acompanhando a evolução do quadro de Claudio ao longo da semana. Ainda não há informações sobre o funeral de Claudio. 
Ator também se dividia entre a escrita e a política
Além da atuação, Claudio se dividia entre a carreira de escritor e a política. Ele tem cinco livros publicados e já foi vereador e deputado estadual, quando criou e teve aprovadas 29 leis pioneiras em relação à defesa dos animais. Claudio estava, inclusive, à frente da Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais da Cidade do Rio.

Na série dirigida por Selton Mello, Claudio interpreta Otávio, um empresário com Síndrome do Pânico. Em recente entrevista ao site do GNT, o ator afirmou que interpretar Otávio é um sonho realizado. "Recebo convites, mas nem sempre tenho tempo. Mas esse papel é o sonho de qualquer ator!", orgulhou-se ele.
"Eu merecia esse papel. Não posso trair a minha história", vibrou ele, que interpretou protagonistas icônicos como Jerônimo, da novela "Irmãos Coragem", e Padre Albano, em "Roque Santeiro". "Se eu dissesse 'não' eu seria louco. E burro!", afirma.

O convite partiu de Selton Mello. "É um ator que eu admiro há muito tempo. Eu que pedi. É uma figura icônica. E ele é um senhor, mas com uma vitalidade de iniciante. Tem uma presença cênica forte e trabalha com tesão de iniciante", disse Selton na época das gravações.
Um dos papéis mais marcantes de sua carreira foi o de Jeronimo Coragem, na novela Irmãos Coragem, de 1.972.



Cláudio Murillo Cavalcanti (Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 1940 - Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2013) foi um ator, diretor de TV, produtor teatral, escritor, tradutor, cantor, dublador, radialista e político brasileiro. É considerado um dos mais importantes nomes do cenário artístico brasileiro.
Foi homenageado com várias condecorações, entre elas a Medalha Tiradendes (ALERJ) e a Medalha General Zenóbio da Costa (Exército Brasileiro), e é Comendador do Exército Brasileiro com a Medalha do Pacificador.

Cláudio Cavalcanti foi casado desde 1979 com Maria Lucia Frota Cavalcanti, psicóloga e atriz, com quem dividiu o palco inúmeras vezes. Ambos são vegetarianos e ativistas dos direitos dos animais, e sua mulher foi a criadora da Secretaria Municipal de Defesa dos Animais, na cidade do Rio de Janeiro, exercendo o cargo de Secretária Municipal de janeiro de 2001 a fevereiro de 2005.
Cláudio Cavalcanti iniciou a carreira de ator em 13 de dezembro de 1956, aos 16 anos de idade, no Teatro Brasileiro de Comédias (TBC), atuando ao lado de Nathália Timberg, Sérgio Britto e Fernanda Montenegro. No mesmo ano estreou em televisão fazendo teatro ao vivo. Desde então nunca mais interrompendo suas atividades de ator, continuando a atuar em Teatro, Televisão e Cinema até os dias de hoje, tendo em seu currículo 41 peças, 39 novelas e 35 filmes.

Como protagonista, destacam-se entre seus principais trabalhos de tele-dramaturigia: Anastácia, a Mulher sem Destino; Rosa Rebelde; Véu de Noiva; Irmãos Coragem, O Homem que Deve Morrer, Carinhoso, O Bofe, Cavalo de Aço, Vejo a Lua no Céu, O Feijão e o Sonho, Maria Maria, Terras do Sem Fim, Pai Herói, Dona Xepa, Água Viva, Sétimo Sentido, Roque Santeiro, Hipertensão, Lua Cheia de Amor, A Viagem, Marcas da Paixão, Vidas Cruzadas e Roda da Vida. Em Teatro, entre outros, protagonizou Era Uma Vez nos Anos Cinquenta (Troféu Mambembe de melhor ator), Fernando Pessoa, Bodas de Papel, O Beijo da Louca, Obrigado Pelo Amor de Vocês (peça com que foi contratado para inaugurar o Teatro do Casino do Estoril, em Lisboa), Disque M para Matar, Estou Amando Loucamente, Vida Nova, O Nosso Marido, A Primeira Valsa, Freud e o Visitante, O Mundo é um Moinho, E Agora o que Faço como o Pernil, O Doente Imaginário e, em fevereiro de 2009, Quando se é Alguem, texto inédito de Pirandello.

Como escritor tem 5 livros publicados dentre os quais 3 antologias. Como cantor foi campeão de vendas como o Long Play "Claudio Cavalcanti" em 1971.
Concomitantemente com suas atividades artísticas, em outubro de 2000 foi eleito vereador da Cidade do Rio de Janeiro, pelo então PFL, atual DEM, com a plataforma "Por uma política de respeito aos animais". Reeleito em 2004, cumpriu dois mandatos. Em oito anos de atividade legislativa, criou e teve aprovadas 29 leis, consideradas pioneiras em relação a defesa dos direitos animais, entre as quais a que proíbe o extermínio de animais abandonados e introduz a esterilização gratuita como método oficial de controle populacional e de zoonoses. Também, entre outras, proibiu rodeios, circos com animais, estabeleceu multa para maus-tratos e crueldade contra animais e conseguiu a aprovação da lei que proibia a utilização de animais em experiências cinetíficas, recebendo maciço apoio nacional e internacional e criando enorme polêmica. Posteriormente a Lei foi vetada pelo então prefeito, César Maia.

Em 2006 candidatou-se a deputado estadual, tendo obtido 39742 votos e sendo diplomado em dezembro de 2006 como suplente, durante licença de um dos titulares. Não conseguiu se reeleger vereador em 2008, porém após a cassação do deputado Natalino, tornou-se titular em definitivo da vaga na ALERJ. No entanto, ainda não se sabe porque, a assembleia empossou outro deputado menos votado. Atualmente, aguarda o julgamento de um Mandado de Segurança contra a Mesa Diretora da ALERJ, mandado esse que está em tramitação no Órgão Especial do TJ-RJ.
Morreu no início da noite do dia 29 de setembro de 2013, no Rio de Janeiro, com 73 anos. O ator estava internado na UTI do Hospital Pró-Cardíaco desde a semana de 22 de setembro, e no dia 24, havia passado por um cirurgia por conta da falência de uma vértebra. Segundo seu cardiologista e genro, Carlos Eduardo Menna Barreto, o ator sofreu um choque cardiogênico, que evoluiu para uma insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, ocasionando o falecimento. 

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