O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo
O paradoxo da unificação: quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis e acirra a disputa por voz, recursos e políticas p...
-
Decisão do TRF-5 expõe arbitrariedade do Estado ao reter medicamentos essenciais de pacientes com prescrição médica; desembargador cla...
-
A disputa pelo comando da comissão provisória do Partido Liberal em Colombo ganha contornos dramáticos após a direção estadual anular dir...
-
O cenário político no Paraná apresenta um fenômeno singular às vésperas da corrida eleitoral de 2026. De um lado, um governador que oste...
Cardápio vegetariano pode melhorar desempenho na escola?
Parece que sim. Pelo menos é o que mostra a experiência de uma escola pública de Nova York, nos Estados Unidos.
É difícil imaginar crianças comendo legumes e verduras, felizes da vida?
Não na Active Learning Elementary School, no bairro do Queens. Este ano, a instituição que atende cerca de 400 crianças tornou-se a primeira no país a oferecer cardápio 100% vegetariano em todas as refeições.
Essa prática saudável causou desconfortos – e alguma polêmica – entre os carnívoros, mas a maioria das famílias aceitou bem a medida. As crianças podem levar lanches à base de carne para a escola, se quiserem, mas 90% dos estudantes curtiu a nova alimentação.
Para ajudar a fortalecer esse hábito e o trabalho de conscientização realizado no refeitório todos os dias, as crianças têm aulas de nutrição, semanalmente. Os familiares ainda são convidados a participar de workshops que ensinam todos (adultos e crianças) a preparar comida mais saudável em casa. E todos ainda podem aprender a praticar yoga, que ajuda a diminuir a ansiedade.
Bob Groff, diretor e cofundador da escola, garante que, depois de apenas um semestre com as novas medidas, o número de estudantes obesos ou acima do peso reduziu 2%. E as vantagens não param por aí. Desde que adotou tais práticas, a escola registrou redução no déficit de atenção e nas faltas e melhora no comportamento e nas notas. Milagre?
Groff diz que ainda não conseguiu provar a relação entre os acontecimentos. Para ele, só o tempo – e a persistência – poderão confirmar sua tese, mas o fato é que há mudanças palpáveis que estão transformando os alunos, a instituição e a comunidade.
Com o intuito de melhorar os hábitos de alimentação em um país onde os índices de obesidade só aumentam, a cidade de Nova York tem intensificado medidas para diminuir o consumo de refrigerantes, banir cigarros em parques públicos e encorajar o uso de bicicletas – só para citar algumas.
Enquanto isso, no Brasil, o Congresso discute lei que proíbe a venda de bebidas com baixo teor nutricional ou alimentos com grandes quantidades de açúcar em instituições de ensino básico.
Quem sabe os resultados desta escola inspiram crianças e adolescentes a adotar hábitos mais saudáveis e influenciar suas famílias. Ou vice-versa.
Jessica Miwa
super
