O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo
O paradoxo da unificação: quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis e acirra a disputa por voz, recursos e políticas p...
-
Decisão do TRF-5 expõe arbitrariedade do Estado ao reter medicamentos essenciais de pacientes com prescrição médica; desembargador cla...
-
A disputa pelo comando da comissão provisória do Partido Liberal em Colombo ganha contornos dramáticos após a direção estadual anular dir...
-
O cenário político no Paraná apresenta um fenômeno singular às vésperas da corrida eleitoral de 2026. De um lado, um governador que oste...
Brasileiros batem americanos no aplicativo Lulu
Os homens brasileiros são, em média, melhores do que os americanos. Ao menos segundo as avaliações feitas por usuárias do aplicativo Lulu, que permite às mulheres avaliar rapazes com notas e hashtags.
Em entrevista, Deborah Singer, gerente de marketing global do Lulu, disse que a média dos brasileiros no programa é 7,8, ante a 7,5 dos compatriotas de Barack Obama. O app só está disponível nos dois países. Ainda de acordo com a Luluvise, companhia responsável pelo programa, as hashtags mais usadas no Brasil para levantar o moral dos brasileiros são #SorrisoIncrível, #SemMedoDeSerFofo, #FeioArrumadinho, #RespeitaAsMulheres e #PeleDeBebê.
O Lulu foi lançado no Brasil no dia 27 de novembro e, desde então, foi baixado por mais de 3 milhões de brasileiras, que acessam o app, em média, nove vezes ao dia. As estatísticas transformaram o país no principal mercado para a companhia, à frente dos Estados Unidos, onde o número de usuárias é de pouco mais de 1 milhão. "Os meninos também gostaram da novidade", reforça Deborah. "Mais de 500 000 homens brasileiros pediram para ser avaliados pelas mulheres", diz.
Uma semana após o lançamento do aplicativo no Brasil, o Ministério Público do Distrito Federal instaurou um inquérito civil público contra o programa. O objetivo era apurar se os serviço violava os direitos dos usuários do sexo masculino, que acabavam na lista sem autorizar previamente a entrada no app. Para colocar ponto final na repercussão, o Lulu mudou a sua mecânica. Quando chegou ao país, as mulheres só podiam avaliar homens que fossem seus amigos no Facebook. Agora, elas só podem fazer o review de quem aceitar fazer parte da comunidade. Se o alvo não estiver na rede, as mulheres podem convidá-lo a se inscrever pelo site.
Acesso masculino – Deborah e a equipe liderada pela empreendedora jamaicana Alexandra Chong perceberam que uma das demandas no Brasil era o acesso dos homens às notas atribuídas no app. Por isso, a desenvolvedora do aplicativo vai disponibilizar on-line as avaliações a partir desta segunda-feira — mas os dados só estarão disponíveis até o dia 25. "É um presente de Natal para os brasileiros", brinca Deborah.
Para consultar como anda sua popularidade, os garotos precisam acessar o site www.bonspartidosnolulu.com.br. Eles não terão acesso ao nome das avaliadoras, tampouco às categorias avaliadas (aparência, humor, primeiro beijo, educação, ambição e sexo), mas poderão descobrir qual é a sua nota geral segundo a opinão de suas amigas, ex-namoradas ou pretendentes.
Desde a estreia do Lulu no Brasil, surgiram dezenas de aplicativos similares, mas focados no público masculino. A notícia chegou a Londres e chamou a atenção de Deborah e seus colegas de trabalho. "Ficamos sabendo desses apps, mas reforçamos que a forma como os homens e mulheres se expressam é muito diferente", diz. Talvez por isso nenhum concorrente ainda decolou por aqui. Por ora.
Renata Honorato
veja
