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Bichos de espécies diferentes podem ter filhos?
“Claro, né? A mula que eu tenho aqui no quintal tá de prova...”, diria o leitor amante do híbrido de égua com jumento. Mas não é só mula que sai desse tipo de affair. Um dos exemplos mais bacanas é o liger, que detém o título de maior felino do mundo.
Ele é filho de leão com tigresa (lion + tiger). A união deixa os hormônios de crescimento do animal fora de controle, ele fica 30% maior que o pai e a mãe, chegando a mastodônticos 3,5 metros de comprimento e meia tonelada de peso. Também existe o tigon (filho de tigre com leoa), pouco menor que o primo. Todos os machos desses animais são estéreis. Já as fêmeas não: parte delas pode, sim, ter filhos. Mas se elas podem, por que as mulas não? Está errado: “Desde 1527, a literatura científica também descreve mais de 60 mulas que tiveram crias quando cruzadas com cavalos ou jumentos”, diz o biólogo Octavio Pavan, da Unicamp. Membros do genêro Canis (cachorros, lobos, coiotes e chacais) também podem cruzar e ter filhotes férteis. Orcas com golfinhos, o bisão americano com a vaca e chipanzés com babuínos também. Mas, se é assim, onde vai parar a idéia de espécie? Afinal, a gente diz que dois bichos são da mesma espécie justamente quando eles podem gerar filhotes férteis. Bom, o fato é que esses casos são raros, nunca acontecem em ambiente natural, só em cativeiro. Segundo os biólogos, então, esses “bebês de Rosemary” do mundo animal não abalam o conceito de espécie.
super
