Peço um exercício de imaginação para um debate que me parece importante.
Vamos imaginar que essa chacina em Paris não ocorreu. Por um minuto vamos imaginar que os jornalistas continuam vivos.
Então, sem o trauma dessas mortes, que tal refletir sobre os limites do humor?
Vejam que não estou falando de
censura (que é sempre a priori). Ninguém está dizendo que não se possa
fazer humor com QUALQUER coisa (inclusive racista, sexista, xenófobo,
etc). Eu pelo menos defendo que não deva haver censura prévia (inclusive
aquela que existe diariamente nos veículos de comunicação privada e que
tão pouca gera tão pouca indignação).
Mas, suponhamos que haja alguma regulação (e não, por exemplo, o bundalele que impera no Brasil). Então, em que momento essa regulação pode ocorrer (sempre a posteriori) para punir eventuais excessos (como o racismo, o sexismo e a xenofobia que citei acima)?
Ou seja, imaginando que está claro que estamos falando de regulação a posteriori e não de censura a priori, deve haver algum limite? Se deve, qual é? Qual o limite que não inviabiliza a crítica, mas não permite o crime de ódio?
Gustavo GindreMas, suponhamos que haja alguma regulação (e não, por exemplo, o bundalele que impera no Brasil). Então, em que momento essa regulação pode ocorrer (sempre a posteriori) para punir eventuais excessos (como o racismo, o sexismo e a xenofobia que citei acima)?
Ou seja, imaginando que está claro que estamos falando de regulação a posteriori e não de censura a priori, deve haver algum limite? Se deve, qual é? Qual o limite que não inviabiliza a crítica, mas não permite o crime de ódio?
Brasil247
