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Coluna do Requião Filho - Máfia do transporte em Curitiba e o fetiche dos adversários políticos
Leitor querido, você viu minha foto sem camisa editada no blog do Esmael? Não? Procure neste link a matéria e você há de encontrar.
Um governo podre só pode ser feito de pessoas podres. Pessoas com deturpação de caráter. Já diz o adagio “diga-me com quem andas e te direi quem és”. No caso do Paraná está mais para “durma com vira-latas e acordarás com pulgas”. Nem o Governo Federal conseguiu tantos escândalos envolvendo pessoas ligadas aos mais altos escalões do executivo.
Querem agredir a minha pessoa, tentam denegrir minha imagem. Desfilei, sem camisa… e? Melhor que roubar, ter copiloto preso, ter primo quadrilheiro ou receber dinheiro sujo e de caixa dois. Não desfilei de camburão e ando de cabeça erguida aonde vou. Vasculharam o que puderam, só acharam isso! Aqui o papo é reto. Não tenho envolvimento com bandido, e não sou quadrilheiro. Que venha a baixaria, não tenho rabo preso. Sei para quem trabalha o autor do “material” e tenho pena destes lacaios. Ah, se quiserem uma foto mais atual é só pedir, vai que é fetiche…
Pronto ! Agora vamos ao que interessa!
Você que pega o ônibus já sabe que a tarifa de Curitiba e Região está cara demais. E agora o caldo pode engrossar. Vem novidade aí.
A Comec, órgão da SEDU (Secretaria do Ratinho Jr.) passará a ser a única responsável pela RMC. Até aí tudo bem… o Problema é que querem deixar a raposa cuidando do galinheiro. Até janeiro deste ano havia um sistema integrado entre os municípios que era comandado pela Urbs, ligado à prefeitura de Curitiba. Toda a arrecadação era revertida para um fundo público. Após protestos da população, um acordo entre o MP, a prefeitura da capital e a Comec mantiveram a coordenação da Urbs no sistema até 6 de agosto.
Como farão isso? Simples, transferindo todas as tarefas a empresas dirigidas pelos mesmos grupos de empresários. Sim, a partir da próxima semana, todo o transporte coletivo da RMC passará a ser comandado pelas próprias empresas de ônibus, sem qualquer processo de licitação.
O próprio grupo fará todo o gerenciamento financeiro, administrativo e de fiscalização dos lucros adquiridos. É incompatível que a fiscalização deste serviço de bilhetagem seja realizada pelas empresas do mesmo grupo. Fica evidente que tal manobra influenciará diretamente em futuros reajustes tarifários e a população não terá a quem recorrer.
Em suma, vão entregar de bandeja à iniciativa privada todo comando da bilhetagem para os próprios donos dos ônibus, empresas particulares e não licitadas.
Protocolei Ação Popular contra a Comec, buscando uma liminar para suspender a manobra que vai alterar o sistema financeiro e administrativo do transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba.
O Ministério Público já investiga o caso.
Requião Filho
