“Abre teus olhos agora, criança. Lê com atenção o que te mostro a cada avançar da pena. Este é o marco memorável do que deixei de ser, de tudo o que deveria ter-me tornado e não consegui. O conhecimento gera responsabilidades e acarreta inúmeros males, dentre eles, o de carregar o fardo da eternidade.
Aprender o que eu deveria ser não foi o mais difícil, em absoluto. Terrível foi-me, e ainda me é, saber que não pude deixar a humanidade para trás e que, por causa disso, nunca cheguei de fato a ser o que deveria. E a verdade sempre esteve lá, implícita pelas discussões, oculta pelo brilho maravilhoso das esmeraldas. Mas havia um feudo, inteiro, a construir! Havia um império a erguer, de forma que não restava-me muito tempo para pensar… ou de fato não desejava pensar em nada que não fosse na eternidade que surgia-nos à frente, na grandiosidade de sonhos outros e na esperança de que ele, um dia, seria meu. É precisamente aqui que retomo a narrativa, quando…”
(trecho do livro “Noite Eterna: Sangue sobre Cedro“, de Hariel D. Noone)
Vampiros… de todas as entidades/personagens mitológicas estes são
certamente os que (ainda) provocam o maior fascínio nos seres humanos. É
verdade que há muita confusão, delírios e superstição rondando o tema. E
é por isso que resolvi postar aqui este excelente documentário, que
pretende dar respostas históricas para o mito da criatura sugadora de
sangue.
Quem ainda não leu o famoso “Drácula“,
escrito por Bram Stoker em 1897, não sabe o que está perdendo. É um dos
melhores livros que já li. Normalmente não costumo apreciar muito
romances de vampiros, mas este é definitivamente um “must read“.
E é partindo desse famoso livro, que o documentário em questão pretende
esclarecer o mito do vampiro. Antes de prosseguir, gostaria de deixar
algo esclarecido também. O filme “Drácula de Bram Stoker“, com direção de Francis Ford Coppola, apesar de utilizar os mesmos personagens e locações do livro, NADA TEM A VER COM O LIVRO DE BRAM STOKER.
O nome do filme deveria ser o “Drácula de Francis Ford Coppola”… Por
isso, para quem achou o filme uma bomba, como eu, não se deixe levar por
essa péssima impressão, o romance o qual o filme foi (vagamente)
inspirado é excelente. E para quem gostou do filme, leia o livro, irá
gostar ainda mais da história.
Clique aqui para ver uma foto das notas escritas por Bram Stoker, no rascunho do livro.
Bleargh! - Adoro o Gary Oldman, o Keanu Reeves e o Anthony Hopkins... mas esse filme só assusta é pelo excesso de pretensão!
Segundo o Guinness Book
(O Livro dos Recordes), o Conde Drácula é o mais famoso vampiro da
ficção, com o maior número de aparições, seja em filmes, livros,
músicas, arte… tanto direta, como indiretamente.
Recentemente (no Brasil), foi lançado um livro, que é um romance
histórico que tenta desvendar o mistério do famoso conde, chamado “O Historiador“,
de Elizabeth Kostova. A autora levou 10 anos para escrever o romance.
Uma pena que não ficou uma brastemp. (risos) Explico. Apesar da ideia do
livro ser ótima, contar a verdadeira história de Vlad Tepes (ou Vlad
III Draculea – o personagem real que inspirou a criação do Conde
Drácula, por Bram Stoker), e apesar de conter muitos dados e informações
históricas super-interessantes sobre o príncipe, o local e a época em
que viveu, o mistério de onde foi enterrado e de um suposto tesouro que
estava escondido, etc, a ficção por trás dos fatos não ficou tão
interessante assim. Em muitos momentos a autora se perde em descrições
inúteis, devaneios que nada acrescentam a história. Enche lingüiça
mesmo. A ponto de fazer o leitor até esquecer sobre o que estava lendo
(aconteceu diversas vezes comigo! risos) Eu recomendo o livro por trazer
várias curiosidades reais sobre Vlad, mas não vai muito além disso.
Pelo menos na minha opinião.
Mas voltando ao documentário, este trata não só do mito em torno da
figura histórica do príncipe romeno Vlad – O Empalador, mas também
mostra como o personagem mítico do vampiro persegue e aterroriza a
humanidade há muitos séculos. Em alguns países, em locais mais remotos,
ainda é comum a prática de enfiar uma estaca no peito dos mortos, cortar
a cabeça ou exumar o corpo dos defuntos depois de 2 ou 3 dias, para se
certificar de que o falecido não retorne como vampiro.
O documentário traz também outros “vampiros famosos”, como Erzsébet Báthory, ou Elizabeth Bathory, também conhecida como a Condessa de Sangue, Condessa Sangrenta ou Condessa Drácula. A nobre em questão entrou
para a história com a terrível fama de “vampira” pois tinha hábitos
alimentares e estéticos um tanto peculiares… a condessa acreditava que o
sangue de mulheres jovens tinha o poder de rejuvenescer, e por isso,
matava suas criadas e bebia e tomava banho com o sangue de seus corpos. A
população vizinha começou a desconfiar de que havia um vampiro nas
redondezas, pois era rotineiro o aparecimento de corpos exangües
atirados nos arredores do castelo. Mas a máscara de Elizabeth só caiu
quando um dia se empolgou, e matou uma jovem que também era da nobreza,
fazendo com que a família da moça, mais a própria família da condessa
desconfiasse e iniciasse uma investigação. A
tal investigação resultou na revoltante descoberta dos atos macabros de
Elizabeth, e na sua conseqüente condenação ao emparedamento.
O documentário traz também entrevistas com “vampiros modernos”, e
mostra como o mito iniciado com o Drácula, no séc. XIX, continua vivo
até hoje. Está dividido em 12 partes:
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
Parte 5:
Parte 6:
Parte 7:
Parte 8:
Parte 9:
Parte 10:
Parte 11:
Parte 12:

Amei o seu post!!
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