O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo

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Em busca de um sexo melhor



Ao contrário do que muitos pensam, uma boa relação sexual não depende exclusivamente do amor entre os parceiros. Por mais que duas pessoas se amem, o sexo pode ser de baixa qualidade, com pouco prazer e nenhuma emoção. Afinal, é o que temos de biológico mais ligado ao emocional, e muitos fatores influem no desempenho.
Não são poucos os homens que vão para o sexo ansiosos em cumprir uma missão: provar que são machos. A preocupação em não perder a ereção é tanta que fazem um sexo apressado, com o único objetivo de ejacular, e pronto.
Muitas mulheres, com toda a educação repressora que tiveram, ainda se sentem inibidas em sugerir a forma que lhes dá mais prazer. Acabam se adaptando ao estilo imposto pelo homem, principalmente por temerem desagradá-lo. Fazer sexo mal é isso: não se entregar às sensações e fazer tudo sempre igual, sem levar em conta o momento, a pessoa com quem se está e o que se sente.

O pré-requisito básico para haver uma relação sexual satisfatória é a ausência de repressão, vergonha ou medo. Na sociedade em que vivemos, uma sexualidade plena e satisfatória é muito rara, só se observando em alguns poucos casos. Fala-se muito de sexo e por isso se imagina que ele é livre, vivido como algo bom e natural. Mas não é verdade.
Um bom exemplo é como desde cedo as crianças aprendem a xingar. Toda ofensa ou manifestação de raiva é ligada a sexo. Não existindo nenhum palavrão sem conotação sexual, é impossível não associar sexo a alguma coisa ruim, vergonhosa.
Em consequência dessa atitude nada saudável em relação ao sexo, a maior parte dos conflitos e frustrações que afetam as pessoas se concentra nessa área. Através da educação são passados muitos preconceitos, levando a um enfraquecimento da sexualidade. Quase ninguém partir para o sexo livremente, disposto a proporcionar e obter prazer.
É importante perceber o outro e prolongar o ato sem pressa alguma de chegar ao orgasmo. E como diz W.Reich, “cada movimento produz sensações e emoções variadas, que vão se ligando aos movimentos do outro e produzindo novas sensações.” O ato sexual pode ser uma comunicação profunda entre duas pessoas, e para isso não deve haver nada planejado, ser criação contínua em que nada se repete.
Entretanto, é importante lembrar que do ponto de vista do bem-estar emocional individual e da própria relação, qualquer prática sexual só tem sentido se for prazerosa para ambos. Nenhuma relação suporta o sacrifício de se fazer algo no sexo sem vontade, só para agradar o outro.


Regina Navarro Lins