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Coluna do Requião Filho - Curitiba confere aos moradores de rua o frio, o abandono e o descaso
O inverno chega a nossa cidade e, nas ruas, hoje vive uma população à margem da sociedade. Os moradores de rua de Curitiba sofrem com o frio, com o abandono, com o descaso.
O que todos vemos é o crescente número (e se há um número crescente visível em Curitiba é este) de moradores de rua. Moradores que vagam pela noite sem ter onde se abrigar, sofrendo no frio que castiga e se amontoando nas escadarias da UFPR, parklets e na rampa do Teatro Guaíra.
A atual gestão trata o tema de forma equivocada, pois quem tem frio não pode esperar políticas meramente teóricas de amparo social. O frio é desumano, cruel e imediato.
Eu acredito que ninguém saia de sua cidade natal, deixe a sua casa, a vida no campo, para vir morar debaixo de uma marquise, com frio de zero grau e chuva quase todos os dias. Mas o fazem por total falta de oportunidade, desesperança e desamparo.
A prefeitura deveria recolhê-los, abriga-los. Dar a certeza de um prato quente de comida e um local protegido para dormir, de forma que no dia seguinte possam procurar emprego com dignidade.
As pessoas em situação de rua vivem no desamparo e na desesperança, não são vistos como seres humanos e não são cuidados com a dignidade que merecem.
Somos todos curitibanos, a situação dos moradores de rua é problema de todos nós, portanto, parcerias com a sociedade civil organizada, com igrejas, são importantíssimas para ao menos amenizar o sofrimento diário.
Ninguém escolhe morar debaixo da marquise no frio curitibano simplesmente porque quer. São pessoas acometidas pelas armadilhas do destino, tendo a prefeitura o dever constitucional de zelar por elas.
O poder público municipal deve amparar estas pessoas com dignidade, respeitando a história de vida de cada um, pois entendendo o motivo que os levou para as ruas, mais facilmente poderá ajudar a retirá-los.
Este inverno castiga e muito estas pessoas, que devem ser tratadas como seres humanos e não simplesmente como um corpo estendido no chão.
Requião Filho
