O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo

  O paradoxo da unificação: quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis e acirra a disputa por voz, recursos e políticas p...

Coluna da Andry Simão - Meus idosos favoritos




Como muitos sabem, procuro inspirações para meus textos em minhas próprias vivências ou de pessoas próximas a mim. Como não poderia deixar de ser, essa semana encontrei ao meu lado, em minha vó. Tenho em mim um sentimento de muito amor, carinho e respeito por essa senhorinha dengosa, amorosa e de uma simplicidade enorme.

O dia dos avós, comemorado no dia 26 de julho, se dá devido à linda história de fé de São Joaquim e Santa Ana, que após mais de 20 anos de matrimônio e muitas orações, conseguiram dar à luz uma filha, Maria, mãe de Jesus.
Minha família é enorme e após tantos anos, mesmo com as divisões, novas famílias que se formaram e o desgaste do tempo, continua unida, e tudo graças à uma única pessoa, Dona Helena. Uma pessoa religiosa, de muita fé, que reza dia e noite por seus 10 filhos e suas famílias. Ela que sempre tem bons conselhos e um tercinho nas mãos já debilitadas, que reza para que sua única neta solteira, essa que vos fala, encontre um bom marido.
Fora a Dona Helena, tenho a Dona Leonir, uma avó que se preocupa, que tem muito amor e prazer em ver toda a família unida. Ela, abençoada do jeito que é, faz aniversário no dia dos avós, é o dia dela 2x. Parabéns Vó!!! Duas mulheres de força e coragem, que mesmo com todas as dificuldades que a vida as impôs, criaram sua família da melhor forma possível. Filhos e netos de personalidade e caráter, de caridade e amor ao próximo, famílias que me orgulho imensamente de fazer parte.
Não cheguei a conhecer meu avô materno, mas sempre tive uma ligação muito forte com ele. Por diversas vezes, me vi tendo longas conversas como as que se tem com pessoas queridas que não vemos há tempos, e não me parecia loucura, ele estava ali comigo. É engraçado sentir falta de alguém que nunca conhecemos. Meu avô paterno também já se foi, rápido demais. Fazem falta demais. Seu Augusto Busato e Plínio Simão, cada um com seu jeitinho, mas amados da mesma forma.
Todos nós temos nossas referências de avós, temos até as avós de coração, aquelas senhorinhas adoráveis que adotamos como nossas. A experiência de conversar com uma pessoa de idade é enriquecedora e suas histórias de vida nos ensinam a viver. Você ainda tem seus avós por perto? Corra para dar um abraço! Já parou para conversar, dar um carinho, atenção e ouvir seus conselhos? Pois faça isso, tire um tempinho. Não espere que eles se vão para perceber o quanto são importantes. Viva o agora, com alguém que será o exemplo de seu amanhã.