O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo

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Coluna do Paulo Roberto - Cadeias superlotadas




Caros (as) leitores (as), hoje em nossa tradicional coluna vamos tratar de um assunto que constantemente está sendo anunciado na mídia, as carceragens da Polícia Civil superlotadas e que são frequentemente palco de fugas, rebeliões e mortes.

Cabe destacar que a Polícia Civil, conhecida como Policia Judiciária, tem atribuição constitucional de investigação das infrações penais comuns, porém devido à má gestão de vários governantes as delegacias de polícia se tornaram verdadeiros depósitos de seres humanos, que são amontoados em condições desumanas e degradantes. Em geral, celas projetadas para um preso chegam a abrigar até 25 pessoas na mais notória e evidente afronta a todos os tratados e convenções internacionais de Direitos Humanos do qual o Brasil faz parte.
A finalidade deste artigo não é de “passar a mão na cabeça” do cidadão que violou a lei, mas sim de demonstrar que primeiramente está ocorrendo uma flagrante ilegalidade com a manutenção dos presos nas delegacias, ferindo os direitos mínimos de dignidade da pessoa humana, outro ponto que deve ser destacado é o de que estes presos amontoados nas delegacias não estão sendo ressocializados, pelo contrário, a condição de degradação aos quais são submetidos pelo Estado os tornam ainda piores.
Os policiais civis estão em desvio de função, não podendo exercer com excelência as investigações de crimes, em virtude de estarem se dedicando exclusivamente na vigilância e custódia de presos, o que não é atribuição da Polícia Civil.
Ressalto ainda que as delegacias de polícia, via de regra, na sua grande maioria estão localizadas no seio dos grandes centros urbanos e a manutenção ilegal dos presos nas carceragens superlotadas coloca em risco os policiais civis, moradores locais ou qualquer outro cidadão que transite pelo local diante da constante ameaça de fugas, resgates e rebeliões.
Delegacias superlotadas são bombas relógio, pois não tem estrutura nem capacidade para manter pessoas presas por longa duração e o desfecho é sempre o mesmo, rebelião e tragédia; presos, policiais e população inocente feridos ou mortos diante da incompetência do poder público que insiste em manter pessoas presas em local inapropriado e em condições tão degradante quanto aos campos de concentração de Auschwitz.
 
Paulo Roberto Jesus Santos
Investigador de Polícia
Graduado em Gestão Pública
Especialista em Segurança Pública
Bacharelando em Direito
Pós-Graduando em Docência no Ensino Superior
www.paulorobertovidapublica.blogspot.com.br