Caros (as) leitores (as), hoje
em nossa tradicional coluna vamos falar sobre o Uber e verificar se esta
modalidade de transporte de passageiros é realmente seguro, ultimamente esse
tipo de serviço vem causando grandes discussões na mídia seja pela acalorada
discussão acerca da sua legalidade ou pelos casos de taxistas enfurecidos que
cercam os carros que prestam esse serviço danificando-os e agredindo seus
motoristas.
Vale lembrar que os taxistas
que adotam esse tipo de comportamento reprovável e agressivo estão incorrendo
em crime e quando identificados pela polícia respondem por seus atos
criminalmente, sem prejuízo da ação indenizatória pelos danos materiais e
morais que tenham causado, podendo ainda perder sua permissão pelo
comportamento criminoso.
Após uma pesquisa dos
requisitos para ser um motorista Uber, verifiquei que são exigidos dos chamados
“motoristas parceiros” vários tipos de documentos, dentre eles: carteira de motorista com licença para
exercer atividade remunerada – EAR; certidão e checagem de antecedentes
criminais nas esferas federal e estadual; além disso, os carros precisam ser
cadastrados com a apresentação de Certidão de Registro e Licenciamento do
Veículo, Bilhete de DPVAT do ano corrente e apólice de seguro com cobertura APP
(Acidentes Pessoais a Passageiros) a partir de R$50 mil por passageiro.
Quando
todos esses requisitos são atendidos o motorista parceiro fica cadastrado no
sistema, para ser usuário do serviço Uber também se faz necessário um cadastro
prévio a partir do aplicativo.
Mas
nada melhor do que usar o serviço para dizer se é seguro ou não, em determinado
dia para retornar do Departamento da Polícia Civil, localizado no Centro de
Curitiba até minha residência optei em chamar um Uber, realizei o cadastro em meu
celular e solicitei o serviço pelo aplicativo, recebi imediatamente os dados do
veículo e do motorista que me atenderiam, inclusive com foto, achei
interessante conseguir acompanhar o deslocamento do veículo pelo celular e
passado quatro minutos já estava embarcando.
Fui
muito bem atendido pela motorista, uma senhora viúva, que diante da crise que passa
nosso país encontrou no Uber uma forma honesta de sustentar sua família, mas
teve um fato que me chamou atenção... Quando perguntei qual profissão ela exercia
antes de ser Uber por um momento ela hesitou em falar, porém acabou relatando
que era taxista, só que como não tinha táxi próprio se sujeitava a pagar
diárias absurdas para donos de táxis, e que agora com o Uber estava conseguindo
melhorar sua situação e superar a crise, disse ainda que trabalhava com certo
receio diante dos casos de violência e agressões promovidas por alguns
taxistas.
Ao
final da corrida o aplicativo informou o valor da viagem que ficou em torno de
R$ 20,00 (vinte reais), cabe salientar que já realizei o mesmo trajeto de táxi
e a despesa ficou em torno de R$ 35,00 (trinta e cinco reais).
O
serviço prestado se mostrou bastante eficiente e seguro, porém mesmo assim vou
postar algumas dicas para trazer ainda mais tranqüilidade, caso você leitor
opte por esse tipo de transporte.
Primeiramente,
ao solicitar esse tipo de serviço se atente para os dados do veículo e do
motorista que irá atendê-lo, compartilhe essa informação com alguém do seu
ciclo familiar ou de amizade, repassando ainda qual seu ponto de partida e qual
será seu ponto de chegada.
Antes
de embarcar no veículo certifique-se que se trata do carro que foi
disponibilizado para atendê-lo, se os dados do veículo, modelo e placa do carro,
são as mesmas informadas pelo aplicativo, em caso de divergência não embarque. Caso
esteja tudo certo, após o embarque você ainda tem a opção de utilizar o
aplicativo para compartilhar sua localização com alguém da sua confiança.
Paulo Roberto Jesus Santos
Investigador de Polícia
Graduado em Gestão Pública
Especialista em Segurança Pública
Bacharelando em Direito
Pós-Graduando em Docência no Ensino Superior
www.paulorobertovidapublica.blogspot.com.br
