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Bitcoin foi a moeda que mais valorizou em 2016
O bitcoin (BTC na sigla oficial), moeda eletrônica que bombou em 2011, já estava virando motivo de piada, passados os anos de hype e de especulações a respeito do seu potencial de revolucionar a economia mundial. Mas aí veio 2016 e o valor da moeda eletrônica decolou 125% em relação ao dólar, se aproximando do pico histórico: US$ 1.163, ao final de 2013 – enquanto esta nota estava sendo escrita, 1 BTC valia US$ 904,99 (R$2.868,81), segundo o índice investing.com.
A valorização consistente do bitcoin em um ano tão instável política e economicamente como foi 2016 (eleição de Trump, Brexit, guerra na Síria) faz com que ele passe a ser visto como algo mais do que um investimento de alto risco. A agência de notícias France Presse (AFP) chegou a sugerir que a moeda eletrônica pode ser encarada por alguns como um refúgio em tempos de turbulência, tipo o que acontece com o ouro – o nobre metal é sempre mais procurado em épocas de incertezas sobre os rumos dos mercados.
Outro ponto favorável para uma maior adesão ao bitcoin é a descentralização da moeda, que não depende de bancos centrais para sustentá-la. As transações são feitas de usuário para usuário, com uso de criptografia, o que agiliza o fluxo entre pessoas, empresas e até países.
Um ponto controverso desse livre fluxo, porém, é seu uso na deep web, para compra e venda de produtos e serviços ilícitos, como drogas ilegais, armamentos e até assassinatos por encomenda.
Enquanto não dá para carregar BTCs no bolso para comprar no supermercado, pagar o ônibus ou abastecer o carro – para adquirir jogos online, passagens de avião e até um café no Starbucks, já dá –, o jeito é esperar (ou pagar) para ver se a moeda (eletrônica) mais forte do mundo ressurgiu das cinzas para valer ou se vai se encher ainda mais de especulação até estourar como uma bolha.
com texto de
Tiago Jokura
super
