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| Dizem que a genialidade costuma morar muito perto da loucura. Não há
evidência conclusiva, mas o preceito certamente se aplicava a Nikola
Tesla. |
Pergunte a qualquer garoto de uma
escola: "quem inventou o rádio?". Se você obtiver uma
resposta, ela será sem dúvida Marconi – uma resposta com a qual as
enciclopédias e os livros de texto concordam. Ou faça uma outra:
"quem inventou os materiais que compõem sua tostadeira, seu som
estéreo, a iluminação pública, e permite às fábricas e
escritórios funcionarem? Sem hesitação, Thomas Edison, certo? Errado
em ambos os casos. A resposta correta é Nikola Tesla, uma pessoa que
você provavelmente nunca ouviu falar. Há mais. Parece que ele
descobriu os raios-X um ano antes que W. K. Roentgen o fizesse na
Alemanha, ele construiu um amplificador a válvula antes de Lee de
Forest, estava usando luzes fluorescentes em seu laboratório 40 anos
antes que a indústria os "inventasse", e demonstrou os
princípios usados nos fornos de microondas e radar décadas antes que
eles se tornassem uma parte integral de nossa sociedade. Não obstante,
não associamos o seu nome com nenhum deles.
Por cerca de 20 anos na virada do
século, ele foi conhecido e respeitado nos círculos acadêmicos
mundiais, correspondeu-se com físicos eminentes de sua época,
incluindo-se Albert Einstein, foi citado e consultado em matéria de
ciência elétrica, adotado pela alta sociedade de Nova Iorque,
respaldado por gigantes das finanças e da indústria tais como J. P.
Morgan, John Jacob Astor e George Westinghouse. Teve como amigos
eminentes artistas, tais como Mark Twain e o pianista Ignace Paderewski.
Contam-se às dúzias os seus graus honoríficos, prêmios (inclusive o
Nobel) e outras citações.