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Há 20 mil anos humanidade enfrentou epidemia de coronavírus, segundo estudo

 

Uma epidemia de coronavírus atingiu o leste da Ásia há cerca de 20 mil anos, de acordo com um novo estudo assinado por uma equipe internacional de cientistas. A pesquisa aponta que a disseminação da doença foi tão arrasadora que deixou marcas evolutivas presentes até hoje no DNA de populações asiáticas. O trabalho foi publicado na revista científica Current Biology.

Surto de coronavírus eclodiu há milhares de anos

Nos últimos 20 anos, houve três graves surtos epidêmicos de coronavírus. O mais recente, que resultou na pandemia de COVID-19, já matou cerca de 3,8 milhões de pessoas em todo o mundo. Mas o novo estudo, que aborda a evolução do genoma humano, revelou que outra grande epidemia de coronavírus eclodiu há milhares de anos.

O estudo teve participação de pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland (Austrália), da Universidades do Arizona (EUA), da Universidade de San Francisco (EUA) e da Universidade de Adelaide (Austrália). Eles compararam dados de milhares de pessoas originárias de 26 diferentes populações ao redor do mundo. Assim, foi possível analisar mudanças nos genes relacionadas com proteínas que interagem com o SARS-CoV-2, o vírus responsável pela COVID-19.

Durante a pesquisa, a equipe descobriu o papel desempenhado por um tipo específico de proteína, conhecida como VIP (sigla em inglês para "proteína que interage com o vírus"). "Encontramos sinais de VIP em cinco populações do Leste Asiático, sugerindo que os ancestrais dos modernos asiáticos foram expostos aos coronavírus há mais de 20 mil anos", afirmou o líder do estudo, Yassine Souilmi, da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Adelaide.

Segundo os pesquisadores, a descoberta é importante para entender como os genomas de diferentes populações humanas se adaptaram a vírus que causaram epidemias no passado. “Ao descobrir os genes afetados anteriormente por surtos virais históricos, nosso estudo aponta para a perspectiva de utilizar análises genéticas evolutivas como uma nova ferramenta no combate aos surtos do futuro”, afirmou Souilmi. “Isso, em princípio, nos permite compilar uma lista de vírus potencialmente perigosos para, em seguida, desenvolver diagnósticos, vacinas e medicamentos em caso de seu retorno”, completou Kirill Alexandrov, da Universidade de Tecnologia de Queensland.

 
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