No início da Revolução Industrial, se produziu no centro e ao norte
da Inglaterra uma revolta de trabalhadores têxteis (em sua maioria
tecelões) que destroçaram as máquinas e incendiaram fábricas em
protesto, porque, segundo eles, as máquinas recém-introduzidas lhes
roubavam o trabalho e salário. Os rebeldes adotaram o nome e a inspiraram-se num personagem lendário
chamado Ned Ludd, supostamente um aprendiz de tecelão que, em 1779,
durante um rompante de raiva, destruiu as máquinas de tecer. Em 1985,
Robert Calvert escreveu uma balada em sua homenagem que começa assim
“Dizem que Ned Ludd era um jovem idiota, que só sabia quebrar e
destruir". Em seguida, diz: “Virou-se para seus colegas de trabalho e
disse: 'Morte às Máquinas', que espezinham o nosso futuro e nossos
sonhos".
Apesar de ter perdido o Oscar de melhor filme para 12 Anos de Escravidão, a superprodução Gravidade foi
a principal vencedora da 86ª edição do prêmio da Academia de Artes e
Ciências de Hollywood. Com dez indicações, o longa de ficção levou sete
estatuetas: melhor diretor, trilha sonora original, fotografia,
montagem, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais.
A equipe do diretor Alfonso Cuáron subiu tantas vezes ao palco da
festa que Sandra Bullock, protagonista do filme, se tornou um dos nomes
mais citados na noite, já que todos os vencedores faziam questão de
exaltar a participação da atriz no longa. O mesmo fez Cuáron, que a
chamou de “força da gravidade”. Contudo, a verdadeira estrela da festa
foi o próprio cineasta mexicano, que entrou para a história ao se tornar
o primeiro latino-americano e ganhar uma estatueta de melhor diretor,
deixando para trás Alexander Payne (Nebraska), David O. Russell (Trapaça), Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street) e Steve McQueen (12 Anos de Escravidão). Logo atrás de Gravidade, empatados com três estatuetas cada, ficaram o próprio 12 Anos de Escravidão e Clube de Compras Dallas. Além do prêmio máximo da noite, pela primeira vez dado a um filme assinado por um diretor negro, 12 Anos venceu o prêmio de melhor roteiro adaptado, para John Ridley, e melhor atriz coadjuvante para a estreante Lupita Nyong'o, que surpreendeu ao ganhar de Jennifer Lawrence, até então favorita por Trapaça.
A questão da semana é o caso
da mulher que tem que pedir dinheiro para o marido o tempo todo. Quando
brigam, ele lhe tira o talão de cheque, a chave do carro e lhe deixa
sem dinheiro algum. Ao contrário do homem, que é estimulado a ser
independente desde que nasce, a mulher não é criada para defender-se e
cuidar de si própria. Quando adolescente, continua sendo treinada para a
dependência. Não deve sair sozinha (um irmão é solicitado a
acompanhá-la), seus horários são mais controlados, é cobrada a
permanecer mais tempo em casa. Por mais que estude e faça planos
profissionais para o futuro, alimenta o sonho de um dia encontrar alguém
que irá protegê-la e dar significado à sua vida, não dando ênfase a uma
profissão que a torne de fato independente.
A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama,
apresentou nesta semana uma proposta da agência americana de alimentação
com novas regras para os rótulos de alimentos vendidos no país.
As novas recomendações têm de diferente o fato
de não destacar tanto os males causados pela gordura, e sim de dar mais
destaque a um outro ingrediente polêmico: o açúcar.