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“A
aprovação da PEC, nesses termos, significaria a vitória das velhas
práticas patrimonialistas, repaginadas a partir do invólucro da
legalidade. Seria mais um caso de sucesso do esvaziamento do que
poderia existir de fecundo e valioso na experiência da produção política
e da convivência em espaços públicos, eventualmente contribuindo para o
próprio empobrecimento do fazer político”. |
O senador Roberto Requião condenou nesta
segunda-feira, 3, no plenário, Proposta de Emenda Constitucional que tramita no
Senado, recriando o Adicional de Tempo de Serviço para o Judiciário e o
Ministério Público. O adicional foi extinto e seu valor integralmente
incorporado aos subsídios que passaram a determinar os vencimentos de juízes e
procuradores. Logo, afirmou o senador nada justifica a ressurreição do ATS.
No início de seu pronunciamento, Requião comentou
ainda a reforma política. Segundo ele, a proibição do financiamento empresarial
às campanhas eleitorais, o fim das coligações e a instituição do direito de
resposta são pontos essenciais para
qualquer reforma.
Acompanhe aqui a íntegra do discurso: