 |
| Enquanto isso, 5 milhões de muçulmanos estão proibidos de fazer orações
em público na França. Afinal, o Charlie Hebdo dizia que eles eram
idiotas perigosos e que podiam explodir a qualquer momento |
Jesus Charlie?
Aguardei pacientemente. Três
dias se passaram e os cabras não ressuscitaram. Seria perfeito. Pela
primeira vez o ateísmo rumava para se converter em religião.
Após
a chacina em Paris, fiéis brotaram aos montes a dizer: “aquele que
morreu sou eu”, um troço metafísico pra cacete. O fervor e a paixão com
que defenderam os cartunistas mortos - porque era só deles que se falava
- era uma adoração cega, acrítica, como essas que se vê nas igrejas de
esquina.