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| Na curta idade das trevas que estamos vivendo, o martelo das bruxas se volta contra progressistas, keynesianos e desenvolvimentistas que valorizam o trabalho em face do capital financeiro |
Um poema de John Donne, o mais notável poeta inglês do século XVI, citado por Hemingway no frontispício de "Por quem os sinos dobram", ressoa desde o Paraíso Celeste sobre o que me parece ser hoje as consequências brutais do desemprego em torno da operação Lava Jato: "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; cada ser humano é parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse o solar do teu amigo, ou o teu próprio. A morte de cada homem me diminui, porque eu faço parte da humanidade; eis porque não perguntes por quem os sinos dobram: os sinos dobram por mim."
Será que os promotores da Lava Jato e o juiz Moro entendem o significado profundo desse poema?






