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Acontece, mas não é manchete
"Aconteceu, virou manchete". O velho slogan da extinta Rede Manchete de Televisão não caberia nos dias de hoje para a maioria dos veículos de comunicação do Brasil. Hoje, o que acontece de realmente importante, para grande parte de jornais, rádio e televisão nem sempre merece a manchete devida. Entretanto, se algo acontecer, o mínimo que seja, ainda que potencialmente, contra o governo federal ou o Partido dos Trabalhadores, então sim, vira manchete grandiloquente, "em letras garrafais", como se dizia antigamente, quando ainda havia algum respeito pela verdade na imprensa do país.
Então, fica assim:
Bomba no Instituto Lula, não é manchete; malfeitos de dirigentes, parlamentares, governadores e prefeitos tucanos, nunca serão manchetes; a delação mega-sena acumulada premiada de um delator bandido confesso que diz que teria ouvido da vizinha da tia da avó do síndico que um amigo de petista teria pego propina, que ele não sabe quando e onde foi paga, tampouco de quanto foi, aí, claro, vira a manchete que alimenta a sanha indecente: "Petista recebeu propina de empreiteira".
E assim, de manchete falsa em manchete falsa, vão tocando o barco. Tentam vender hoje o desmentido de amanhã. Às vezes, vendem até como se fosse verdade o que foi desmentido antes de ser publicado. Membros do judiciário cometem afrontas ao estado de direito, mas se for contra o PT e o governo federal, isso passa ao largo e é logo noticiado como se fosse a mais legítima de todas as coisas mais legítimas. Afinal de contas, estão do mesmo lado – do lado que condena, mesmo que sem provas, os "petralhas".
Há exceções, lógico que há - mas são tão raras que só servem como anteparo às críticas a respeito do quase que total maniqueísmo midiático. Jornalistas de grande caráter, que não querem fazer parte do coro dos inquisidores, vez por outra têm publicado o seu pensamento, o seu trabalho. Mas, na maioria das vezes, a turma do "a manchete nós criamos" prevalece.
Pesquisadores desenvolvem aplicativo para treinar memória de esquizofrênicos
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| Pesquisadores desenvolvem aplicativo para treinar memória de esquizofrênicos. |
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolveu o "Wizard", um aplicativo para treinar a memória que melhora a qualidade de vida dos que sofrem de esquizofrenia, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo jornal "The Philosophical Transactions of the Royal Society B".
Os cientistas que realizaram o estudo consideram provado que "os jogos de memória podem ajudar até um ponto em que os remédios ainda não conseguiram chegar".
Descrito pelos criadores como motivador, divertido e fácil de entender, "Wizard" tem o objetivo de melhorar as funções cognitivas dos pacientes para ajudá-los a ter maior independência na vida diária e no trabalho.
As pessoas que sofrem de esquizofrenia têm afetada a memória episódica - que ajuda a lembrar coisas recentes como onde o carro foi estacionado - e ainda não existem remédios eficientes para tratar esse tipo de degeneração das funções cognitivas.
Estamos diante do fim do cafezinho?
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Quando saboreamos a primeira xícara
de café do dia, as mudanças climáticas podem parecer uma ameaça
distante. Mas basta viajar para o local de origem da bebida para ver que
a turbulência ali é bastante real.
Peguemos o exemplo dos
produtores de café do Estado de Chiapas, no México, recentemente
entrevistados para uma tese da geógrafa Elisa Frank, da Universidade da
Califórnia em Santa Bárbara: até pouco tempo atrás, eles estavam
acostumados com chuvas fracas e regulares; mas hoje assistem a
tempestades violentas ocasionais que inundam suas plantações."Antigamente não chovia tanto, mas hoje as plantas produzem menos frutos, que caem antes da hora porque ficam úmidos", disse um fazendeiro.
No passado, o clima na região era estável e ameno. Mas hoje a temperatura oscila entre um frio que paralisa o crescimento e um calor que resseca o fruto antes de eles poderem ser colhidos.
Além disso, há furacões e desabamentos de terra. Às vezes, as plantações chegam a ser completamente soterradas.
E os problemas não se limitam ao México. Produtores em toda a América do Sul, na Ásia e na África estão vendo os cafezais serem castigados por secas, enchentes e pragas, como resultado do aquecimento global.
Mudança de hábito
As consequências dessa situação podem, em breve, desaguar na padaria da esquina.O mundo atualmente consome 2 bilhões de xícaras de café por dia. Como é possível garantir que a bebida continue fluindo quando as plantações estão sendo devastadas por condições climáticas extremas? E se os produtores não conseguirem atender a essa demanda, será que chegaremos ao "Pico do Café"?
Coluna do Paulo Roberto - Crack, viver ou morrer, a escolha é sua.
Caro leitor(a), hoje em nossa coluna falaremos
sobre um dos piores males que assolam atualmente nossa sociedade, a droga
denominada “crack”, o uso desse tipo de entorpecente vem crescendo de forma
absurda em nosso país e atingindo principalmente as classes sociais mais
pobres.
O crack é uma mistura de cocaína, em forma de
pasta não refinada com bicarbonato de sódio. Se apresenta em forma de pedra e
pode ser até cinco vezes mais potente do que a cocaína. O efeito dessa droga dura
de cinco a dez minutos. Sua principal forma de consumo é a inalação da fumaça
produzida pela queima da pedra, que é feita com o auxílio de algum objeto, como
por exemplo, um cachimbo, o organismo humano consegue absorver quase 100% do
crack inalado.
Estudos demonstram que os primeiros efeitos dessa substância é uma euforia plena que desaparece, repentinamente, sendo seguida por uma grande e profunda depressão. Devido a rapidez do efeito, o usuário necessita de novas doses para voltar ao estado de euforia e sair da sua condição depressiva. O crack provoca hiperatividade, insônia, perda da sensação de cansaço, perda de apetite, perda de peso e desnutrição.
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