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Apesar da imagem negativa, 'vampiros' reais são cidadãos comuns que vivem em grandes cidades
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No French Quarter de Nova Orleans,
nos Estados Unidos, John Edgar Browning está prestes a participar de uma
"refeição", mas poderíamos achar que se trata de um procedimento
médico.
Browning é recebido por um homem que, primeiramente, passa
uma gaze embebida em álcool no alto das suas costas. Depois, munido de
um bisturi, ele faz um corte na pele de Browning e encosta seus lábios
na ferida para lamber o sangue que escorre.
Pesquisador da
Universidade Estadual da Louisiana, Browning decidiu encarar a
experiência como parte de seu mais recente projeto: um estudo
etnográfico da comunidade de "vampiros" desta cidade americana.
Antes
de conhecê-los pessoalmente, o americano acreditava que esses
"vampiros" eram apenas pessoas que tinham perdido a noção entre a
realidade e a ficção. Mas, ao se oferecer como doador, suas opiniões
mudaram radicalmente.
Muitos desses "vampiros" não acreditam em fenômenos paranormais nem são fãs ardorosos de obras como True Blood ou Drácula. Tampouco parecem sofrer de distúrbios psicológiocos.
Em
vez disso, eles alegam sofrer de uma estranha doença, com sintomas como
fadiga e fortes dores de cabeça e de estômago que, segundo eles, só
podem ser aliviados ao se ingerir sangue de outro ser humano.
"Só
nos Estados Unidos, há milhares de pessoas que fazem isso, e não acho
que seja uma coincidência ou uma moda", afirma Browning.