O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo

  O paradoxo da unificação: quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis e acirra a disputa por voz, recursos e políticas p...

As 6 greves mais importantes da história



Você já está cansado de saber: a greve dos caminhoneiros parou o Brasil
. Mas não foram os colegas de Pedro e Bino que inventaram as paralisações trabalhistas. A história das greves é quase tão antiga quanto a própria história. Então pare o que está fazendo e olhe para trás, o passado grevista pode te ensinar alguma coisa – enquanto você espera o ônibus com frota reduzida.

Greves de caminhoneiros pelo mundo e seus efeitos



Assim como no atual movimento dos caminhoneiros no Brasil, a elevação dos preços dos combustíveis esteve entre os principais motivos para greves históricas em países como Grécia e Colômbia. Mas houve também paralisações que levaram ao reconhecimento de sindicatos e ao estabelecimento de direitos trabalhistas, como nos EUA na época da Grande Depressão.

Por que frangos começam a se canibalizar?



Saiu no Estadão: a Mantiqueira, que detém 12% do mercado de ovos do país, sacrificou 100 mil galinhas. Até o final de semana, caso os caminhoneiros não encerrem a paralisação, mais meio milhão de aves da empresa terão o mesmo destino. Acredite se quiser: é pouco perto do que estão encarando os demais granjeiros do país. Segundo o comunicado mais recente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), 64 milhões de frangos, pintinhos e afins foram mortos desde o início da greve. 167 frigoríficos estavam parados e mais de 234 mil funcionários não estvam indo trabalhar. 

Sacrificar galinhas que não têm ração para comer é uma prática comum na agropecuária, e está de acordo com todas as normas sanitárias nacionais e internacionais. Além de evitar o sofrimento – a morte por inanição obviamente é mais lenta –, o objetivo é impedir que as aves comam a si próprias.

Um país flerta com a autodestruição



Nenhuma situação é tão ruim que não possa ficar ainda pior, diz um antigo provérbio. No momento, a situação no Brasil é muito ruim, mas, mesmo assim, todos os lados parecem se esforçar para jogar ainda mais lenha – ou seria diesel? – na fogueira.

Aos poucos, a ficha começa a cair para mim: este país quer soluções radicais, quer se fazer em pedaços. Dada à complexidade do problema, esta parece ser a solução mais simples e, assim, a mais satisfatória. É como diz o ditado: ontem estávamos à beira do abismo, hoje já estamos um passo adiante.

Uma seleção que despreza sua gente



No último e atípico domingo (27), a seleção brasileira encerrou a primeira etapa de preparação para a Copa do Mundo e embarcou rumo a Londres, onde prosseguirá com os treinamentos antes de chegar à Rússia. Enquanto o país vivia um colapso de serviços em consequência da greve dos caminhoneiros, jogadores, comissão técnica e dirigentes circulavam de helicóptero entre Teresópolis e Rio de Janeiro. Seguiram para o Galeão sob forte escolta policial e tiveram cada passo no aeroporto transmitido como um estrondoso acontecimento em rede nacional. Despedida digna de uma seleção que despreza sua gente. O processo de elitização dos estádios e a frieza dos cartolas ampliaram o abismo que separa os craques dos meros mortais.