O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo

  O paradoxo da unificação: quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis e acirra a disputa por voz, recursos e políticas p...

Volkswagen reconhece colaboração com a ditadura militar e irá indenizar ex-funcionários


 

A montadora alemã Volkswagen reconheceu sua colaboração com a ditadura militar brasileira (1964-1985). A empresa irá indenizar ex-trabalhadores perseguidos, presos ou torturados durante o período. Ao todo, mais de 60 pessoas devem ser beneficiadas.

Segundo o Estadão, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o  Ministério Público Federal, Estadual e do Trabalho e a Volkswagen prevê que a empresa destine R$ 36,3 milhões para indenizar ex-funcionários e para financiar iniciativas de promoção de direitos humanos. Grande parte desse valor deve ir para associações de vítimas formadas por ex-funcionários e seus familiares. 

União Europeia pede que países tomem medidas imediatas para frear uma segunda onda de covid-19


 

Com o aumento dos casos de coronavírus na maioria dos países da Europa, o outono que acabou de começar no Hemisfério Norte e a temporada de gripe prestes a irromper, a Comissão Europeia e o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) lançaram um preocupante alerta global. “Em alguns Estados membros a situação é agora até pior do que durante o pico de março”, disse a comissária da Saúde, Stella Kyriakides, nesta quinta-feira, durante a apresentação dos dados mais recentes do relatório de avaliação de risco. “A tão esperada e necessária suspensão das restrições durante o início do verão nos levou ao que temos alertado continuamente”, enfatizou a comissária.

Manaus tem 66% da população infectada – e pode ter alcançado a imunidade de rebanho, diz estudo


Afirmação é de cientistas da USP, que testaram a presença de anticorpos contra o Sars-CoV-2 em amostras de sangue dos moradores da cidade

Manaus foi especialmente castigada pela pandemia: em maio, chegou perto de um colapso do sistema funerário, que não dava conta de enterrar os corpos dos mortos. No começo de julho, a cidade começou a reabrir seu comércio, mas os casos de Covid-19 não voltaram a disparar. Por isso, alguns cientistas têm especulado que a cidade poderia estar próxima da chamada imunidade de rebanho, situação em que parte significativa da população já foi infectada por um determinado vírus – e, por isso, ele tem dificuldade em encontrar novas vítimas, o que desacelera sua propagação. 

“Se vacinarmos 20% ou 30% da população de cada país poderemos voltar à normalidade”


Em 31 de dezembro de 2019, enquanto metade da humanidade se preparava para comemorar a virada do ano e dar as boas-vindas ao promissor 2020, o médico britânico Jeremy Farrar postou uma mensagem contra a corrente em sua conta no Twitter. “Preocupante”, escreveu. Foi um dos primeiros a alertar sobre pneumonias sem explicação recém-detectadas na cidade chinesa de Wuhan. “Qualquer acúmulo de infecções respiratórias graves é realmente preocupante”, alertou. Farrar sabia que poderia acontecer o que efetivamente ocorreu. Estava há anos tentando preparar a humanidade para uma futura pandemia letal. Nascido em Cingapura, em 1961, o médico dirige o Wellcome Trust, uma instituição filantrópica com sede em Londres que tem 30 bilhões em euros (cerca de 192 bilhões de reais) em investimentos e dedica os lucros para financiar pesquisas científicas mais destacadas. Em 22 de dezembro de 2019, depois do sucesso de uma vacina contra o ebola cofinanciada por sua instituição, Farrar declarou: “Podemos vencer o ebola, mas devemos nos preparar para o que virá depois”. O que viria depois já estava se multiplicando na China.

A equipe de Farrar ajudou a lançar em 2017 a Coalizão para as Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), uma entidade criada para acelerar as soluções para doenças emergentes. Em 23 de janeiro a CEPI já estava financiando três vacinas experimentais contra a covid-19. Hoje já são nove, incluindo a da Universidade de Oxford, uma das mais avançadas.

“Já não sou eu”: os últimos dias de Robin Williams, um gênio que estava se quebrando por dentro


 

Você pode imaginar a dor que ele deve ter sentido quando percebeu que sua mente estava se desintegrando? E além disso, devido a algo desconhecido", diz Susan Schneider Williams, viúva de Robin Williams, no novo documentário que narra os últimos meses de sua vida, Robin’s Wish (“o desejo de Robin”), dirigido por Tylor Norwood.

Na manhã de 11 de agosto de 2014, Susan se levantou logo e, como sempre, esperava encontrar Robin já de pé, andando pela casa e disposto a praticar uma hora de meditação. Já fazia meses que era evidente que algo não estava bem na cabeça de seu marido. Williams tinha dificuldades para atuar, para lembrar suas falas, para se relacionar com seus amigos e sair de casa, dormia muito mal, seu braço esquerdo não respondia, e ficava obcecado com coisas absurdas —como uma noite em que se convenceu de que um de seus melhores amigos, o comediante Mort Sahl, ia morrer antes do amanhecer e ligou insistentemente para ele, com o consequente desespero porque não obtinha resposta. Mort continua vivo; naquele dia, estava dormindo.