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“Credibilidade dos institutos de pesquisas fica sob risco”, diz Mazza


O jornalista Luiz Geraldo Mazza, comentarista da Rádio CBN Curitiba e colunista do jornal Folha de Londrina, fez uma análise sob o atual cenário político envolvido pelas pesquisas de eleições de voto. Ele disse que não se pode acreditar que de um empate técnico, como apontou o Datafolha, chegue-se a uma vitória de Beto Richa no primeiro turno, como divulgou o Ibope.
Leia abaixo a coluna publicada na Folha de Londrina na íntegra:

A credibilidade dos institutos de pesquisas fica sob risco em qualquer pleito ainda mais quando elas apresentam resultados tão distantes como os havidos com Ibope e Datafolha recentemente. Como a orientação do TRE, aliás correta, é liberá-las, desde que cumpram requisitos formais e não sejam submetidas a impugnações, teremos paralelamente à eleição uma competição para ver quem mais se aproxima do resultado entre eles e aquele que mais se distanciou.
De fato não é crível que de um empate técnico (Datafolha) se chegue a uma vitória de Beto Richa no primeiro turno (Ibope). Tecnologias e métodos que se aproximam não podem, obviamente, apresentar conclusões tão estapafúrdias, ainda mais quando se trata dos dois mais credenciados e testados e isso tende a agravar-se quando institutos de menor calibre começarem a agir com o que as condições de aumento da suspeição crescerá até atingir a incredibilidade.
Dentro em pouco teremos que submeter esses atores a alguma forma de controle, que poderia ser semelhante ao da autorregulação na propaganda. É que a liberalidade gerará nanicos, provavelmente tão frágeis e manipuláveis, como aqueles micropartidos que botam laranjas para fazer o papel de linha auxiliar e às vezes de provocador. As pesquisas podem não decidir a eleição, mas asseguram o financiamento, a motivação dos comitês e condicionam o eleitor.
Há histórico de erros grotescos, mesmo das mais célebres instituições, e um deles foi do Ibope, quando atribuiu a Rubens Bueno menos de um dígito quando acabou marcando 20 pontos em pleito majoritário, o que levou o protagonista a cogitar de processo judicial. O que não é justo igualmente é bloquear pesquisas como Beto Richa fez na eleição anterior, atitude igualmente suspeita, embora com sustentação jurídica formalmente adequada. Ser e não ser é que não pode ser. Que venha de vez a autorregulação.
Sem segundo turno
O mais chocante da pesquisa Ibope é a de que elimina o segundo turno que se tinha como certo e isso não apenas no Datafolha. Ora esse é um combustível de primeira para motivar a aliança pró Beto e criar um clima, enquanto não se tem outro informe estatístico da situação, de vitória imediata. Passa-se com isso a um esforço mobilizador interno, como o proporcionado pelos foguetes do Gerson Guelmann a cada pesquisa que mostrava o Lerner à frente e assim foi até a vitória no primeiro turno em duas eleições contra Álvaro Dias e Requião.
Aos demais candidatos, especialmente o que está mais perto do vencedor, no caso Requião, só resta desqualificar a sondagem e caracterizá-la como indutora. Na verdade os comitês têm seus meios de acompanhamento e sabem quando é hora de entregar a toalha.
O mínimo que se pode dizer, no confronto das amostragens, é que as coisas vão muito além da dúvida. E isso não é bom para ninguém.


Assessoria de Imprensa Requião/Filipi Oliveira)