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Requião explica posição com relação à empréstimo para o Paraná

Senador denunciou que estado estava descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ao longo dos últimos quatro anos, o senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná pela Coligação Paraná com Governo (PMDB/PV/PPL), se posicionou contra a liberação de empréstimos para o Paraná quando as contas do governo apresentaram problemas como o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Foi o motivo que levou Requião a enviar um alerta ao Supremo Tribunal Federal no início de 2014, quando a corte julgava a liberação de um empréstimo de R$ 816 milhões referente ao Proinveste, do governo federal.

Requião argumenta que o governo Richa usou uma manobra contábil ilegal para esconder problemas nas finanças do Estado. O governo do Paraná havia declarado à Secretaria do Tesouro Nacional ter gastado 53,77% do orçamento em despesas de pessoal (salário e benefícios), acima do limite legal de 49%. O Paraná estava, portanto, proibido por lei de tomar novos empréstimos.
Quando indagado pelo presidente em exercício do STF, Ricardo Lewandowski, o governo Richa respondeu que se tratava de um “equívoco” no relatório enviado ao governo federal. O porcentual correto era de 48,65% (pouco abaixo do limite), e já havia sido substituído no relatório. Este novo número estava inclusive chancelado pelo Tribunal de Contas do Paraná, dizia o governo.
O governo Richa fez uma manobra para retirar do campo “despesas com pessoal” o valor superior aos 49% legais. Em 2013, o governo do Paraná editou o decreto nº 8.409, que reclassificou uma parcela da despesa de pessoal, equivalente a R$ 2,4 bilhões, passando a nomeá-la como “outras despesas correntes”.
Esse ato foi definido como um “termo de compromisso” firmado no mês de junho de 2013 entre a Secretaria de Estado da Fazenda e o Paraná Previdência, retroativo ao início do ano. Assim, valores de aposentadorias e pensões de servidores públicos inativos deixaram de ser considerados despesas com pessoal, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O senador Requião levou essa denúncia ao Ministério Público do Paraná, ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas do Estado, à Secretaria do Tesouro Nacional. “Eu não podia concordar com a gastança do Beto Richa, um dinheiro jogado fora. Mas no final do mandato votei a favor, por acreditar que em fim de governo esse dinheiro ficaria para a próxima administração. E o Paraná precisa de dinheiro para investimento”.

Assessoria de Imprensa Requião/Osny Tavares