Método pode superar entraves legais à produção de medicamentos baseados na maconha
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Após um trabalho de dez anos, um grupo da Universidade de Dortmund (Alemanha) anunciou que conseguiu criar
cepas de fungos de fermento geneticamente modificadas que produzem
tetraidrocanabinol. Para quem nunca morou em república de estudantes,
esse é o componente químico mais importante da maconha - tanto em
matéria de medicina quanto
de diversão. Eles também criaram cepas capazes de produzir outro
composto da planta, o canabidiol, ainda que não tenham publicado
formalmente o resultado.
O processo ainda não é perfeito. Só funciona quando o
fermento é imerso num soro com moléculas precursoras - isso faz com que
ele excrete o THC no ambiente, ao invés de acumulá-lo, como a planta. A
meta final da pesquisa é conseguir que os fungos produzam o composto a
partir do açúcar. Isso tornaria o método comercialmente viável.
Vai ser difícil bater a erva. Plantas do gênero Cannabis podem conter 30% de THC em suas flores. Em entrevista ao New York Times, a pesquisadora Roxanne Khamsi fez uma comparação que nem Marcelo D2
chegou a pensar: "Hoje, temos uma planta que é essencialmente a Ferrari
do mundo vegetal em produzir o composto químico desejado. É duro vencer
a Cannabis."
Ainda de acordo com os cientistas, a razão prática para
produzir THC com micro-organismos é que, mesmo quando os compostos
medicinais são legalizados, as leis tornam muito difícil plantar
maconha. A motivação é similar à de outro grupo de cientistas que
anunciou mês passado ter produzido morfina a partir do trigo.
Nenhuma referência foi feita às aplicações em bolos e biscoitos.
Fonte:
Scientists engineer yeast to produce active marijuana compound, THC, Science Alert.Fabio Marton
super
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