A possível candidatura do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), começa a alterar o equilíbrio da corrida eleitoral no Paraná e já provoca mudanças relevantes nas projeções para o segundo turno. Levantamento recente do instituto Genial/Quaest indica que sua entrada no pleito tende a fragmentar o campo oposicionista e consolidar a liderança do senador Sergio Moro (PL).
A pesquisa, realizada entre os dias 21 e 25 de abril com 1.104 eleitores em 59 municípios, apresenta margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os números revelam um cenário competitivo na largada, com destaque para a consolidação de Moro na dianteira e a disputa acirrada pelo segundo lugar.
No cenário estimulado de primeiro turno com Greca na disputa, o senador aparece com 35% das intenções de voto. Em seguida, surge o deputado estadual Requião Filho (PDT), com 18%, tecnicamente empatado com Greca, que registra 15%. Mais atrás, o ex-deputado Sandro Alex (PSD) soma 5%, enquanto outros candidatos pontuam de forma residual. O índice de indecisos ainda é expressivo, alcançando 18%, o que indica espaço para mudanças ao longo da campanha.
O levantamento também evidencia um dado político relevante: mesmo com a alta aprovação do atual governador Ratinho Júnior (PSD), a transferência direta de capital político para um sucessor não se mostra automática. Ratinho Jr. é aprovado por cerca de 80% dos entrevistados e tem avaliação positiva de 70%, além de 64% dos eleitores considerarem legítima a tentativa de eleger um aliado. Ainda assim, o nome mais associado ao grupo governista não acompanha esse desempenho nas intenções de voto.
Nos cenários projetados para o segundo turno, Sergio Moro mantém vantagem consistente, com diferença próxima de 20 pontos percentuais sobre adversários diretos. O quadro sugere que, embora o eleitorado reconheça a gestão atual, a disputa pelo Palácio Iguaçu tende a se organizar em torno de lideranças com maior projeção estadual e nacional.
Analistas avaliam que a eventual entrada de Rafael Greca pode intensificar a fragmentação do eleitorado de centro e esquerda, alterando estratégias partidárias e ampliando o peso do voto útil nas fases decisivas da campanha. O cenário permanece aberto, mas a fotografia atual aponta para uma eleição dinâmica, em que alianças e posicionamentos serão determinantes para o desfecho.
E a esquerda paranaense não decola, sofrendo impacto direto pela desaprovação recorde do governo Lula, que, também está sendo rotulado como inimigo da saúde, devido a sua inércia e silêncio diante da proibição do uso de tirzepatida vinda do Paraguai, sem uma contrapartida...

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