Professores começam greve hoje no Paraná

Professores e estudantes em frente ao Palácio Iguaçu

Aproximadamente 100 mil professores da rede pública estadual de ensino começam nesta quarta-feira (23), a greve promete ser por tempo indeterminado em todo o Paraná. É a maior paralisação da categoria em mais de 14 anos.

A Secretaria de estado da educação(Seed) orienta aos pais para que procurem os diretores das escolas para saber quando serão repostas as aulas. O órgão esclareceu, em nota, que para que as horas-aula sejam contabilizadas como cumpridas – tanto pelos alunos quanto pelos professores –, é necessário haver “condições de trabalhar de forma habitual, com presença de qualquer número de alunos.”
Do outro lado, a presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP Sindicato), Marlei Fernandes de Carvalho, disse que nesta quarta-feira (23) cada cidade terá manifestações próprias. Apenas em Curitiba haverá concentração de professores da capital e da RMC no Centro Cívico, em um ato público que deve começar às 10 horas e sem hora para acabar. “Na semana que vem vamos trazer a categoria para uma grande marcha aqui em Curitiba”, promete. Marlei antecipou que a programação do movimento foi feita com a possibilidade de se estender por semanas, “se for necessário.”
A sindicalista diz que o fator de maior peso na hora de os professores aprovarem a greve em assembleia foi o descumprimento pelo governo do estado de compromissos assumidos nas negociações no fim do ano passado. “Na nossa opinião, o governo interrompeu o processo de negociação e ele fornece explicações que não são as mesmas explicações que nós constatamos.” Como exemplo do descontentamento a dirigente cita a não implementação da hora-atividade de 33% (tempo para professor preparar aulas e se dedicar a outras atividades ligadas à docência) e a inexistência de plano de saúde para a categoria.
A Seed contesta esta informação e divulgou uma lista de quatro grandes pautas de negociação, envolvendo hora-atividade, salário, pagamento de promoções e concurso público. Em cada segmento há a previsão do impacto nos cofres públicos para a implementação da medida e o prazo de implementação (leia aqui a nota na íntegra). No documento em questão não é citado nada dos planos de saúde. O governo rebate a reivindicação dos professores de que prazos não foram cumpridos, defendendo que o que não foi honrado está em fase de implementação ou tem prazo para ser executado.
Já a pauta dos professores é apresentada com uma divisão diferente, com oito grandes temas: salário, saúde e condições de trabalho, benefícios a funcionários da educação, benefícios de professores, reformulação de carreira, contratos temporários, direito a organização sindical e aspectos pedagógicos. No posicionamento da Seed, parte desses temas não foi mencionada. A assessoria da secretaria informou que o posicionamento do órgão seria feito apenas pelas notas que foram divulgadas.
Enquanto isso, os professores farão greve.
Eu, enquanto ex-membro e ex-dirigente do movimento estudantil, sempre vou apoiar 100% a educação e os professores do Paraná nas corretas reivindicações da categoria.

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