Veja aqui a íntegra da entrevista de Requião na RPC - Jornalismo e Cultura

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22/08/14

Veja aqui a íntegra da entrevista de Requião na RPC


O senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná pela Coligação Paraná com Governo (PMDB/PV/PPL), foi o primeiro entrevistado da série realizada pelo telejornal Paraná TV 2ª Edição, da RPC/Rede Globo. Em seis minutos de entrevista, o candidato falou sobre diversos temas de campanha e propostas para o governo do estado. Requião também demonstrou confiança na vitória. “Eu sou o primeiro dessa lista talvez por uma premonição da Rede Globo”, brincou.

 
A primeira pergunta foi sobre os empréstimos federais reclamados pelo governo do estado.
Requião corrigiu um equívoco do apresentador e esclareceu que, como senador, votou a favor de todos os empréstimos, porém pediu esclarecimentos sobre a necessidade desses recursos: “O estado estava gastando um absurdo em publicidade e cargos em comissão e queria empréstimos que seriam impagáveis sem arrumar a casa”, disse.
Sobre o pedágio, esclareceu que o candidato ao Senado na chapa, Marcelo Almeida, não participa da administração da empresa que possui concessões no estado, apesar de pertencer à família que controla a concessionária. Também reiterou sua posição condensada no slogan “baixa ou acaba”. “Entrei com ações para baixar o pedágio, mas daí os donos do pedágio, segundo denúncia do Ministério Público Federal, financiaram um candidato à prefeitura de Curitiba e ao governo do estado. Esse candidato, como primeira providência, suspendeu as ações. Eu pensava que resolveria esse problema, as ações mais cedo ou mais tarde seriam julgadas. Mas o Beto Richa recebeu R$ 3 milhões e desistiu das ações. Eu não quero, para não receber um processo, dizer o que eu penso desse tipo de comportamento”, completou.
Requião ponderou que as empresas que quiserem se instalar no Paraná terão os mesmos incentivos das empresas locais. “Eu não tomo essa atitude subalterna de oferecer maravilhas para o pessoal de fora e ao mesmo tempo estrangular as empresas locais, como está acontecendo hoje com a tal substituição tributária”. Também se posicionou contra o auxílio moradia para juízes e procuradores. “O auxílio é maior que o salário de 55% dos funcionários públicos. O salário de juiz e promotor está defasado, acredito em 15%, mas esse auxílio anarquiza tudo aquilo que no governo Fernando Henrique foi reorganizado. É uma bobagem monumental que está estragando a imagem de juízes e promotores”.
O candidato esclareceu e firmou posição sobre os familiares que trabalharam em sua administração anterior. “Problema é colocar gente competente. Se parentesco não é título, também não é cláusula infamante”. Por fim, Requião defendeu que o eleitor deve votar nele para acabar com a falta de gestão no estado. “Se não fosse por isso, eu não seria candidato. Me sinto na obrigação de, com a experiência e a competência de uma equipe que nós montamos, dar um jeito no estado, como demos depois do governo do Jaime Lerner”, disse.

com Assessoria de Imprensa Requião/Osny Tavares)