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| Durante encontro, categoria afirmou trabalhar com medo devido à falta de estrutura. |
A crise do sistema penitenciário paranaense foi discutida nesta terça-feira (16), em um encontro de representantes do Sindarspen (Sindicato Dos Agentes Penitenciários do Paraná) com o candidato ao governo estadual pela coligação “Paraná com Governo” (PMDB/PV/PPL), Roberto Requião. Segundo Antony Johnson, presidente da entidade, os agentes estão trabalhando tensos e com muito medo, por causa das constantes rebeliões. Já são 22 em apenas um ano.
“Hoje há uma crise por falta de investimentos. Os presos se rebelam por melhores condições, o quadro de agentes é o mesmo, embora o número de detentos tenha aumentado. Nós esperamos por dias melhores, mas hoje estamos com medo. O sistema perdeu as rédeas, está o caos”, lamentou Johnson.
O presidente entregou ao candidato um documento com demandas da categoria. O texto defende a importância do Sistema Penitenciário para a segurança da sociedade e a necessidade de investimentos para garantir que os tralhados desenvolvidos pelos servidores sejam feitos com segurança e para que o tratamento penal seja cumprido. Requião assumiu um dos compromissos mais importantes da categoria: a manutenção da atual escala de trabalho dos agentes.
“Quando fui governador, evitei a privatização das penitenciárias, o número de agentes penitenciários contratados aumentou e tornamos o salário pago pelo Paraná o maior do país. Montei um sistema forte. E vejo vocês como uma das mais sacrificadas profissões, que precisa ser mantida com qualidade de vida e nosso respeito e apoio. Eu defendo o melhor para a categoria, portanto não vejo porque alterar essa escala atual”, observou Requião.
A presidente do Conselho da Comunidade da Execução Penal, Isabel Kluger Mendes, lamentou a situação enfrentada pelo sistema carcerário no Estado. “É uma tragédia anunciada. O sistema foi se deteriorando, primeiro com a superlotação. Em 2012, eram 15 mil presos para 15 mil vagas. Agora são 20 mil presos e as mesmas vagas, com o mesmo número de agentes. Antes 35% dos presos estudavam, agora não chega a 10%. A entrega do kit de higiene não ocorre. É preciso repensar o sistema penitenciário”, avalia.
Entre 2003 e 2010, o Governo Requião colocou em operação 12 novas penitenciárias. De 6.529 vagas existentes no final de 2003, as vagas passaram para 15.904 em 2010, o que representou um crescimento de 144% no Sistema Penitenciário do Estado, em investimentos que ultrapassaram R$ 90 milhões. Todas as unidades foram planejadas com bibliotecas, salas de aula com professores da Rede Estadual de Ensino, da alfabetização ao ensino médio; áreas de trabalho, de saúde, de atendimento jurídico, assistência social, odontológica e psicológica.
Além de construir novas unidades, o Governo do Paraná promoveu reformas que possibilitaram a abertura de 1.234 novas vagas na Penitenciária Feminina de Piraquara, Penitenciária Industrial de Cascavel, Penitenciária Estadual de Piraquara, Colônia Penal Agrícola, Alojamento Parque Agrícola de Piraquara e Complexo Médico Penal. O Governo também eliminou a terceirização das penitenciárias e o número de agentes penitenciários contratados passou de 1.246 em 2003 para 2.388 em 2010. Naquele ano, o salário pago pelo Paraná aos agentes era o maior do país.
Assessoria de Imprensa Requião/Marcos Martins
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