“Sou um voluntário para salvar o Paraná do desgoverno”, afirma Requião a empresários - Jornalismo e Cultura

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16/09/14

“Sou um voluntário para salvar o Paraná do desgoverno”, afirma Requião a empresários

Durante evento, sugestões para diversas áreas foram apresentadas pela Associação Comercial do Paraná.

O candidato ao governo estadual pela coligação “Paraná com Governo” (PMDB/PV/PPL), Roberto Requião, participou nesta segunda-feira (15) da rodada de debates que a Associação Comercial do Paraná (ACP) está promovendo com os principais postulantes ao cargo. O Conselho Político da entidade entregou para Requião um documento com demandas nas áreas de logística, infraestrutura, tributação, segurança jurídica, turismo, energia, educação, saúde, segurança, habitação, meio ambiente, entre outras.

De acordo com o presidente da ACP, Antonio Miguel Espolador Neto, a Associação está mantendo a tradição de facilitar o contato dos principais candidatos com o quadro associativo, além de estabeler um importante relacionamento produtivo com a classe política. “Buscamos ouvir as exposições e debater questões de maior interesse social e econômico, contribuindo com o desenvolvimento do Paraná”, revelou.
Requião lembrou de importantes parcerias com a Associação quando era governador, durante a gestão 2003-2010. “Foi aqui na ACP que discutimos junto com o Heron Arzua, ex-secretário da Fazenda, algumas importantes medidas que ajudaram o desenvolvimento do Paraná, como a redução do imposto para as micro e pequenas empresas”, destacou.
O candidato apresentou números comparativos entre a gestão atual e quando governou o Paraná e voltou a atacar a substituição tributária.
“Apesar da crise de 2008 e 2009 que enfrentamos, nos últimos três anos do nosso governo o PIB paranaense cresceu 20,83%, apesar do PIB brasileiro ter caído 1,2%. A evolução do ICMS foi de 24,04%. Agora, nos últimos três anos do atual governo, o PIB cresceu apenas 12,53%, enquanto o ICMS evoluiu 25,15%. Aumentaram a arrecadação com queda do PIB. Culpa dessa substituição tributária, que está quebrando as nossas empresas. Isso tudo é prenúncio de uma grande crise”, alertou.
Requião culpou a incompetência da atual gestão e disse ser mais que um candidato a governador. “Estamos enfrentando um governo inexperiente e incompetente e isso me fez voluntário para salvar o Paraná do desgoverno. Vamos conseguir um resultado positivo, assim como conseguimos na outra gestão, quando também pegamos um Estado quebrado. Temos que acabar com esses aumentos de luz e energia e a substituição tributária. Eles estão quebrando empresas e causando desemprego”, afirmou.
Outras ações do Governo Requião junto à classe empresarial também foram lembradas no encontro, como o apoio ao setor têxtil de Cianorte. “A concorrência asiática estava quebrando o comércio. Então eu fiz uma proposta: eles não demitiam ninguém e eu reduzia o imposto de 12% para 3%. Troquei receita por emprego. Mas outro problema era na compra de máquinas, então zerei o imposto para as máquinas nacionais e para as importadas que entravam pelo Porto de Paranaguá”, relembrou.
Requião também voltou a denfender o Salário Mínimo Regional e a redução da tarifa da energia. “O salário mais alto no Paraná, junto com o corte de impostos para as empresas, foi um dos pilares que sustentaram nossa economia em um momento de crise. Essa política será mantida. É salário forte para o trabalhador e apoio aos empresários, com estabilidade jurídica na questão dos tributos. Além disso é preciso cuidar da Copel, porque as empresas não vão sobreviver a esse aumento brutal da energia”, avaliou.
A vinda de multinacionais foi defendida, mas com direitos iguais aos das empresas brasileiras. “Estou preocupado em fazer os empresários paranaenses crescerem. Empresas estrangeiras são bem-vindas, mas não podem ter mais direitos do que as empresas daqui”, observou.
Assessoria de Imprensa Requião/ Marcos Martins