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| Durante evento, sugestões para diversas áreas foram apresentadas pela Associação Comercial do Paraná. |
O candidato ao governo estadual pela coligação “Paraná com Governo” (PMDB/PV/PPL), Roberto Requião, participou nesta segunda-feira (15) da rodada de debates que a Associação Comercial do Paraná (ACP) está promovendo com os principais postulantes ao cargo. O Conselho Político da entidade entregou para Requião um documento com demandas nas áreas de logística, infraestrutura, tributação, segurança jurídica, turismo, energia, educação, saúde, segurança, habitação, meio ambiente, entre outras.
De
acordo com o presidente da ACP, Antonio Miguel Espolador Neto, a
Associação está mantendo a tradição de facilitar o contato dos
principais candidatos com o quadro associativo, além de estabeler um
importante relacionamento produtivo com a classe política. “Buscamos
ouvir as exposições e debater questões de maior interesse social e
econômico, contribuindo com o desenvolvimento do Paraná”, revelou.
Requião
lembrou de importantes parcerias com a Associação quando era
governador, durante a gestão 2003-2010. “Foi aqui na ACP que discutimos
junto com o Heron Arzua, ex-secretário da Fazenda, algumas importantes
medidas que ajudaram o desenvolvimento do Paraná, como a redução do
imposto para as micro e pequenas empresas”, destacou.
O
candidato apresentou números comparativos entre a gestão atual e quando
governou o Paraná e voltou a atacar a substituição tributária.
“Apesar
da crise de 2008 e 2009 que enfrentamos, nos últimos três anos do nosso
governo o PIB paranaense cresceu 20,83%, apesar do PIB brasileiro ter
caído 1,2%. A evolução do ICMS foi de 24,04%. Agora, nos últimos três
anos do atual governo, o PIB cresceu apenas 12,53%, enquanto o ICMS
evoluiu 25,15%. Aumentaram a arrecadação com queda do PIB. Culpa dessa
substituição tributária, que está quebrando as nossas empresas. Isso
tudo é prenúncio de uma grande crise”, alertou.
Requião
culpou a incompetência da atual gestão e disse ser mais que um
candidato a governador. “Estamos enfrentando um governo inexperiente e
incompetente e isso me fez voluntário para salvar o Paraná do
desgoverno. Vamos conseguir um resultado positivo, assim como
conseguimos na outra gestão, quando também pegamos um Estado quebrado.
Temos que acabar com esses aumentos de luz e energia e a substituição
tributária. Eles estão quebrando empresas e causando desemprego”,
afirmou.
Outras
ações do Governo Requião junto à classe empresarial também foram
lembradas no encontro, como o apoio ao setor têxtil de Cianorte. “A
concorrência asiática estava quebrando o comércio. Então eu fiz uma
proposta: eles não demitiam ninguém e eu reduzia o imposto de 12% para
3%. Troquei receita por emprego. Mas outro problema era na compra de
máquinas, então zerei o imposto para as máquinas nacionais e para as
importadas que entravam pelo Porto de Paranaguá”, relembrou.
Requião
também voltou a denfender o Salário Mínimo Regional e a redução da
tarifa da energia. “O salário mais alto no Paraná, junto com o corte de
impostos para as empresas, foi um dos pilares que sustentaram nossa
economia em um momento de crise. Essa política será mantida. É salário
forte para o trabalhador e apoio aos empresários, com estabilidade
jurídica na questão dos tributos. Além disso é preciso cuidar da Copel,
porque as empresas não vão sobreviver a esse aumento brutal da energia”,
avaliou.
A
vinda de multinacionais foi defendida, mas com direitos iguais aos das
empresas brasileiras. “Estou preocupado em fazer os empresários
paranaenses crescerem. Empresas estrangeiras são bem-vindas, mas não
podem ter mais direitos do que as empresas daqui”, observou.
Assessoria de Imprensa Requião/ Marcos Martins
