Caro (a) leitor (a), hoje em
nossa tradicional coluna tratarei de um assunto que infelizmente esteve
vinculado na mídia estadual e nacional, e que deixou a sociedade e membros das
instituições policiais civis e militares extremamente preocupados com a
vinculação da notícia de que coletes balísticos vencidos estariam sendo
reaproveitados.
Na semana passada a DEAM –
Delegacia de Armas e Munições, sob comando do Delegado Vinicius, após recebimento
de denúncia, realizou uma grande operação policial e obteve êxito em localizar
no município de Almirante Tamandaré, uma empresa que estava “recauchutando”
coletes balísticos vencidos, alterando o prazo de validade e encaminhando esse
material aos policiais para que continuassem fazendo uso do mesmo colete.
O colete balístico é um
equipamento de proteção individual, serve para proteger a vida do policial de
projéteis de disparo de arma de fogo que venham de encontro com seu corpo,
quando respeitado as especificações técnicas e dentro do prazo de validade é um
equipamento extremamente eficiente.
Esse tipo de equipamento é
controlado e fiscalizado pelo Exército Brasileiro que através da expedição de Portarias
não deixa qualquer omissão ou margens para dúvidas, determinando que este tipo
de material quando vencido deve ser
destruído e proíbe qualquer tipo de “recall” ou manutenção com finalidade de
estender seu prazo de validade.
Parte desses coletes vencidos
e alterados foi submetida pela DEAM – Delegacia de Armas e Munições, a uma
série de testes para verificar seu poder de proteção, porém, TODOS foram reprovados, TODOS permitiram a passagem do projétil,
ou seja, se estivessem em uso por policiais civis ou militares, TODOS que estivessem utilizando este
material vencido ou ficariam com graves seqüelas ou morreriam.
Ainda não se sabe de quem
partiu essa ordem para recondicionamento de coletes balísticos utilizados por
policiais, mas essa conduta trouxe grandes prejuízos para todas as instituições
de segurança pública que já não tem certeza quanto à “integridade” dos coletes
fornecidos pelo Estado, trazendo insegurança para o exercício da função e
atividade policial.
Nesse grande “jogo de xadrez”,
o policial está sendo comparado com a peça de “peão”, uma peça de pouco valor e
que pode ser substituída, pois serve apenas para proteger peças mais nobres e
importantes no jogo; como percebemos nas reportagens televisivas, o policial,
até então, sem saber, e sem questionar, estava indo para a guerra diária das
ruas com um “colete de papelão”, conforme se percebeu nos testes realizados.
Como pode um policial que fez
um juramento de Servir e Proteger, honrar seu compromisso com a sociedade, se
não tem o mínimo de proteção para defender sua própria vida?
Parabéns ao Delegado Vinicius,
da Delegacia de Armas e Munições, que apesar de toda pressão externa sofrida,
realizou e realiza sua função com extrema competência e profissionalismo; que
acima de tudo respeita e honra seu juramento de “Servir e Proteger”, protegendo
nesse momento a peça mais importante do jogo, “o peão”, pois sem essa peça, não
existe proteção e o jogo acaba.
Paulo Roberto Jesus
Santos
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