Coluna da Andry Simão - Quando conheci você - Jornalismo e Cultura

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13/06/16

Coluna da Andry Simão - Quando conheci você


Mas como se deve amar? Como se deve manter um relacionamento apaixonado?


Quando o conheci, tinha certeza de que seria ele. Entrou em minha vida da forma mais inesperada possível. E quando me tocou, eu vi que era amor. Levou-me ao céu. E de repente, todas as músicas pareciam ser trilhas sonoras de nossa história, a história de amor mais linda, a que seria contada com orgulho aos nossos netos. Casal perfeito, com as mesmas idéias, gostos e projeções. Almas gêmeas. Poderia ficar em seus braços para sempre, pois ali, podia sentir a maneira como me amava, ouvir cada batida do seu coração. Nada poderia nos destruir, seríamos nós dois para sempre. E se alguém dissesse que daqui a três meses não estaríamos mais juntos, eu levantaria e socaria todos, pois ele dizia que era para sempre, e sempre.  Mas acabou, e me levou do céu ao inferno tão rápido quanto entrou em minha vida.

Quantas histórias como essa não ouvimos diariamente? Certamente, temos pelo menos uma pessoa que conhecemos que já passou ou passa constantemente por uma decepção amorosa. Mas e por que motivo isso acontece? Por que algumas pessoas simplesmente não têm sorte no amor? Por que quando tudo parece dar certo, desmorona o mundo em suas cabeças? Afinal, o que é amar de verdade? Por que você o ama? Por que você ainda o ama?
Sempre sonhei com um relacionamento perfeito, aqueles de filme, em que o mocinho é o herói que te salva, que dá o sentido de viver. Esperava por esse herói que me mostrasse à verdadeira felicidade, segurança, amor. Em minhas projeções, seria o meu melhor amigo, o porto seguro no qual correria ao final do dia, alguém pelo qual eu pudesse esquecer completamente de mim mesma, pois ele lembraria. Viveria apenas para a sua felicidade, e ele, apenas para a minha. Acordar todos os dias com seu doce rosto, me olhando enquanto dormia. Em nossos votos, a promessa de permanecer juntos no bem e no mal se cumpriria sem esforços, pois o amor sempre supera tudo. Nossas discussões seriam sempre para melhorar o relacionamento, e deveriam sim acontecer, mas tudo com muitas conversas e respeito, pois quem ama se respeita. Amaria pelas risadas, pela preocupação, pelos cuidados dispensados apenas para mim. Pela lealdade, pela fidelidade, pela amizade. O amaria para sempre, e dia após dia, meu coração ainda se apaixonaria tão fácil como quando nos conhecemos.
Mas como se deve amar? Como se deve manter um relacionamento apaixonado? Como cumprir com todos os planos? A gente percebe que amadureceu quando não tenta mais descobrir essas respostas, pois simplesmente não há como. Não tenta descobrir como sobreviver, apenas vive. Não se sabe por que se ama, apenas ama, com todas as suas imperfeições, em cada curva do seu corpo. Deixamos de lado nosso passado, nossos medos e inseguranças. A aceitação é a chave para ser realmente livre e feliz e abrir o coração para um novo amor. Só não podemos nos remoer pelo que poderia ter sido feito, devemos fazer, para se um dia acabar, você saber que fez tudo para que desse certo, só não deu. E isso não é culpa sua. Temos a terrível mania de perceber que amamos ou temos algo quando o deixamos ir. Não espere para saber que o ama quando o deixou ir.
 Amar pode doer às vezes, mas é o que nos mantém vivos. Afinal, onde há uma chama, há a chance de alguém se queimar, mas só porque queima, não significa que você vai morrer. Amar pode curar, remenda sua alma e te faz mais forte. Se não deu certo, é porque faltava algo, se falta algo, não pode dar certo, e se acabou antes de tentar fazer dar certo, é porque não era para ser. Deixe ir o que te faz mal. A vida sempre nos traz novas surpresas, novas paixões, novos romances, novos amores. Permita-se estar de coração aberto para recebê-los, afinal, o grande amor da sua vida é você mesmo.