Por
diversas vezes nos perguntamos por que certas coisas acontecem em nossas vidas
– ou deixam de acontecer. Pessoas que
conhecemos, relacionamentos que não deram certo, planos fracassados... Martirizamo-nos
pela perda, normalmente julgando a nós mesmos ou até mesmo a Deus, afinal, como
Ele pode deixar que isso lhe acontecesse?
Somos
condicionados ao egoísmo, queremos o que queremos em nosso próprio tempo e não
estamos dispostos a esperar. Acreditamos que sabemos o que é o melhor para nós
mesmos, e nos frustramos quando algo não sai conforme o esperado, mas esquecemos
de que Deus sabe o que é o melhor a longo prazo.
Acredito
em Deus, fui criada na igreja, seguindo os preceitos e valores cristãos,
fazendo as orações e discernindo o certo do errado conforme Suas Leis, mas
nunca havia parado para pensar nas coisas que dizia ou no modo como vivia. Em
determinados momentos, passei por diversas provações, perdas que levaram muito
de mim. Revoltei-me e até cheguei a acreditar que Ele não se importava comigo,
que havia me abandonado, pois não era possível que alguém que ama o deixe nesse
estado de sofrimento. Mas o tempo é sempre a melhor resposta para nossas
orações, pois nos mostra que o que ganhamos ou perdemos lá atrás reflete em
nossa vida hoje ou amanhã.
Essa
é a resposta quando pedimos em oração “Livrai-nos do mal”, e Ele nos livra.
Muitas vezes nos revoltamos, mas mesmo assim, Ele não nos abandona, nos carrega
no colo nos piores momentos, e quando estamos preparados para receber as
graças, nos abre as portas para a vitória. O amor humano deve ser um
facilitador do amor de Deus em nós, um facilitador do processo Dele em nossa
vida, e quando um relacionamento, seja ele qual for nos suga, devemos soltar as
amarras que nos prendem, afinal, viemos ao mundo para viver, da melhor forma
possível e não apenas para existir, e a
felicidade faz parte da vida. Amadurecimento é saber que a vida não é um mar de
rosas, e que teremos que passar por momentos bons e ruins, e não é uma
exclusividade minha ou sua, todos passam por isso, mas devemos distinguir quem
ou qual situação nos fazem passar por mais dor ou alegria.
Não
importa qual a sua religião, ou mesmo se você tem, afinal, todas tem seus
defeitos e a perfeição está na complementaridade, mas não podemos negar a
existência de uma força maior que nos leva para a vida. Eu sou católica, e o
meu Deus, é o Deus do amor, aquele que nunca desiste de mim, mas que me ama de
forma incondicional e me leva à vitória. Aquele que prega não a religião - pois
isso é coisa dos homens - mas que prega sim o amor ao próximo, a compaixão e a
bondade.
Sempre
tive muito medo da perda, e perdi muito. Vivi o meu luto por diversas vezes e
de formas diferentes. Senti muita raiva, e desejei o mal como castigo por
diversas vezes. Depois de tanto viver, aprendi que o ódio é um veneno que só
faz mal a nós mesmos. Deus me tirou de pessoas que me atrasavam para me colocar
perto de quem me alavancava para o sucesso. O sofrimento é necessário para
nosso amadurecimento, para darmos valor às alegrias da vida. Devemos perdoar
para nos libertar. Devemos desejar o bem para recebê-lo, devemos amar para
sermos amados. Essa é a chave da felicidade e é isso que Deus espera de nós, a
felicidade em sua forma mais pura e plena.

