Dá para
contar nos dedos as pessoas que nunca desenvolveram uma alergia na vida.
E entre os alimentos, o amendoim é um dos que mais causam reações. Nos
EUA, um dos maiores consumidores do mundo, a incidência é ainda maior.
Em 2010, uma pesquisa do Instituto de Jaffe de Nova Iorque revelou que o
número de casos de alergia a amendoim entre crianças triplicou na
última década.
Em uma
tentativa de minimizar o problema, o Instituto Nacional de Alergia e
Doenças Infecciosas anunciou uma nova diretriz que incentiva pais a
incluir o amendoim na dieta de bebês entre 4 e 6 meses de idade.
A
recomendação é baseada em um estudo que constatou que a exposição
precoce ao alimento pode proteger e prevenir que as crianças desenvolvam
alergias graves no futuro.
“Nosso
sistema imunológico passa por um grande desenvolvimento e maturação
durante os primeiros anos de vida. Se introduzirmos comidas com amendoim
nesta fase, o sistema imunológico poderá lidar com isso”, explicou
David Stukus, pediatra e alergista de Ohio e um dos coautores do método.
O
procedimento, porém, deve ser monitorado e pode ter alterações de acordo
com o nível de alergia da criança: as que apresentam alto risco de
alergia precisam passar por um especialista antes da introdução do
amendoim na dieta.
Uma das indicações é que o
alimento seja processado e não oferecido inteiro – o que poderia fazer o
bebê engasgar. Entre as sugestões: manteiga ou pasta de amendoim. Giselle Hirata
super
