Michel Temer, flagrado pela Polícia Federal cometendo vários crimes, também mentiu na entrevista publicada pela Folha nesta segunda-feira (saiba mais aqui).
Ele disse que recebeu o
empresário Joesley Batista no subsolo do Palácio do Jaburu, de fim da
noite de 7 de março, porque imaginava que ele viesse falar sobre a
Operação Carne Fraca – e não sobre as ações penais em que é réu.
Ocorre que a Carne Fraca só aconteceu dez dias depois do encontro entre Temer e Joesley, no dia 17 de março.
Cada vez mais isolado,
Temer pode cair momento, embora tenha dito que não irá renunciar. Seus
últimos aliados, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já
falam em renúncia (leia aqui).
Quem descobriu a mentira de Temer foi o jornalista Eduardo Bresciani. Abaixo, sua reportagem:
BRASÍLIA - O presidente
da República, Michel Temer, afirmou que o motivo para ter recebido o
empresário Joesley Batista, da JBS, na calada da noite no Palácio do
Jaburu no dia 7 de março foi a Operação Carne Fraca, mas tal
investigação só foi deflagrada dez dias depois, no dia 17 de março. Em
entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”, o presidente justificou a
operação que abalou o setor de carnes como motivo para o encontro.
- Mas veja bem. Ele é um
grande empresário. Quanto tentou muitas vezes falar comigo, achei que
fosse por questão da Carne Fraca. Eu disse: “Venha quando for possível,
eu atendo todo mundo” – disse Temer na entrevista.
O encontro de Temer por
Joesley ocorreu no dia 7 de março, como confirmado por ambos, e é
possível ouvir no áudio pela programação da rádio CBN, que o empresário
ouvia em seu carro quando entrou no Palácio do Jaburu.
A Operação Carne Fraca,
porém, só foi deflagrada dez dias depois. O governo disse, na ocasião,
ter sido pego de surpresa com a investigação, que mostrou fiscais
agropecuários cobrando propina de empresas do setor e levantou dúvidas
sobre a qualidade da carne brasileira. Um funcionário da JBS foi citado
naquela Operação.
Temer afirmou ainda na
entrevista não saber do fato de que Joesley era investigado. Dias antes
do encontro, porém, teve amplo destaque no noticiário o fato de o
Ministério Público ter pedido o bloqueio de bens do empresário em uma
das investigações. Joesley já era alvo das Operações Sépsis, Greenfield e
Cui Bono? quando foi recebido por Temer e lhe revelou qual a estratégia
que vinha desenvolvendo para se livrar das investigações.
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Brasil 247

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