A maioria das pessoas não conhece o seu próprio potencial, não sabe o quanto são poderosas e, mesmo quando têm alguma consciência disso, elas não sabem por onde devem começar ou como criar a vida que elas merecem.
Com demasiada frequência, permanecemos aprisionados
em esquemas repetitivos de pensamento.
Um ciclo de negatividade foi
instalado em nosso cérebro: ele parte da ideia de que tudo aquilo que
existe no mundo nos acontece, em vez de criar um mundo no qual tudo
acontece por nós.
Os milagres, por exemplo. É muito fácil acreditar
que quando um acontecimento milagroso ou inexplicável se produz, ele é
apenas um fruto do acaso. Isso porque nós estamos conectados para
responder a tudo que nos é externo. Esquecendo o poder que possuímos,
reagimos aos acontecimentos como se ele fossem sempre externos, em vez
de assumir a responsabilidade pela nossa própria manifestação criativa.
Num estudo conduzido por Richard Davidson, um
neurocientista de renome mundial da Universidade de Wisconsin, suas
pesquisas revelaram que nossos pensamentos têm sempre um impacto direto
sobre todas as nossas situações quotidianas, pois nós manifestamos as
ideias que escolhemos visualizar e que atraem a nossa atenção. Isso
confirma a filosofia espiritual conhecida há muito tempo, de que somos
participantes perpétuos e co-criadores da nossa própria realidade
quotidiana.
Testes com monges tibetanos
Davidson colaborou com o Dalai Lama do Tibete, que
enviou a seu laboratório oito monges budistas (alguns dos seus
meditadores mais experientes e bem sucedidos) para que eles
participassem de testes com eletroencefalograma e de imagens de
ressonância do cérebro, durante as várias fases dos seus processos de
meditação.
Ao longo dos testes, foi pedido a cada monge que se
concentrasse sobre um tema preciso, por exemplo a compaixão, a alegria
ou a felicidade. Os resultados confirmaram que, segundo onde você
concentra a sua atenção, você mudará fisicamente a existência, a direção
e o comportamento das partículas subatômicas do seu cérebro…
Os eletroencefalogramas registraram ondas gama
extremamente poderosas no lobo frontal (o córtex pré-frontal), o que
deixou os cientistas perplexos e estupefactos. Será então possível que
nossos pensamentos realmente criam nossa própria realidade?
O Dr. Joe Dispenza, um dos membros da equipe de
cientistas que testaram os monges budistas está plenamente convencido
que sim. Este neurocientista observa que os monges do estudo tinham
praticado, ao longo do seu treinamento, cerca de 40 mil horas de
meditação concentrada, fixando a mente sobre um pensamento único.
“Vários desses monges meditam há 40 anos. Cada um deles domina aquilo
que nós denominamos de ‘arte da observação’ ou que a ciência designa
simplesmente como a ‘atenção prestada”.
Por que tudo isso é tão importante?
Vejam o que acontece: o ser humano perde sua
capacidade de atenção entre 6 e 10 vezes por minuto, e quando perdemos
nossas capacidades de concentração, as partículas subatômicas não
prestam atenção ao nosso espírito, mantém-se desconectadas dele.
Portanto, essencialmente, mais você se concentra, e
por mais tempo, mais você aumentará a sua capacidade de manifestação.
No conjunto, para que a lei da atração funcione para nós, temos
necessidade de compreender como nossos corpos e nosso espírito estão
conectados um ao outro, e exatamente aquilo que devemos fazer para que
nossos pensamentos possam se tornar a realidade que desejamos e
escolhemos. Veja o que o Dr. Dispenza recomenda como diretrizes do
trabalho:
Existem três coisas que ninguém lhe conta a respeito da lei de atração:
1- Comece a criar novas conexões – Nós
criamos novas conexões em nosso cérebro graças aos conhecimentos
adquiridos através de informações, a filosofia, os estudos. Cada vez que
nos lançamos em algum processo de aprendizagem, criamos uma nova
conexão neurológica. A memória conserva a conexão e, com a repetição, os
neurônios conservam a relação. A lei de atração funciona da mesma
forma. Se, todos os dias, durante duas semanas, você passar duas horas
meditando, concentrando sua mente em um único pensamento como, por
exemplo, a melhor versão de você mesmo ou o máximo estado de felicidade
que você pode experimentar, você estará formatando o seu cérebro e
memorizando aquele estado mental específico. Ao repetir, na sua mente,
essa versão acabada de você mesmo, seu cérebro gravará esses pensamentos
e o lobo frontal o apreenderá. Todo o processo permanecerá cada vez
mais gravado na sua memória, projetando dessa forma o modelo de pessoa
que você se tornará no futuro.
2 – Reprograme seu cérebro – A
cada instante, os cinco sentidos capturam informações e enviam uma
grande quantidade de dados para o cérebro através dos cinco canais
sensoriais. A seguir, neurônios cerebrais estimulam neurotransmissores
que nos proporcionam emoções e sentimentos relativos às informações
recebidas através dos cinco canais. Está provado que cada vez que você
tem um pensamento positivo ou negativo, você cria uma reação química no
corpo. Porque os sentimentos e as emoções constituem a finalidade de
toda experiência, real ou imaginária; enquanto não tivermos pensamentos
novos, continuaremos a sentir e a vivenciar as mesmas emoções e
sentimentos. Quanto mais nos apegarmos a um pensamento, mais iremos
manter e reafirmar a probabilidade de que ele se manifeste novamente no
futuro, com sua correspondente ação positiva ou negativa. Se nos
apegamos a formas negativas de pensamento, poderemos mudar essas formas
através da introdução de novos pensamentos, positivos, que irão mudar a
química do nosso corpo. No entanto, como acontece com qualquer vício, o
corpo não gosta da falta e envia sinais para o cérebro. É por isso que é
tão difícil quebrar padrões de pensamento negativo, e que continuamos a
viver com base em vícios do passado. Assim sendo, é através dos nossos
próprios pensamentos que podemos mudar a química do corpo, de modo a
quebrar também essas dependências emocionais para que possamos sair
dessa escravidão dos ciclos negativos.
3 – Certifique-se que seu corpo esteja a serviço do seu espírito – Nós
existimos em uma sociedade na qual o espírito está a serviço do corpo, e
isso nos obriga viver nosso próprio destino genético. Enquanto essa
situação permanecer, seremos prisioneiros desse destino, repetindo
indefinidamente os seus padrões, e nada de novo nos acontecerá. Para
manifestar nossa própria realidade, devemos eliminar nossa programação
automática e nos reconectarmos com nosso centro espiritual. Isso é
necessário para que nosso corpo esteja a serviço do nosso espírito e não
o contrário. Como explica o Dr. Dispenza: “Por exemplo, quando você se
sente inseguro ou mergulhado na incerteza você começa a pensar naquilo
que está sentindo, ou seja, repetirá pensamentos de insegurança e
incerteza. Ao fazer isso, você aumenta a intensidade daquilo que está
experimentando, e o sentimento que daí deriva torna-se o seu meio de
reflexão. Quando isso acontece, o espírito se imerge no corpo e você
começa a pensar como um corpo e não como um espírito; com a repetição,
isso se torna o seu modo de ser habitual”. Uma vez imerso numa situação
do gênero, você não consegue pensar em nada que não seja o modo como
você está sentindo. Se você se sente mal nessa situação, é porque você
está tomado por pensamentos negativos. Mas quando conseguimos romper
esse círculo vicioso, podemos então começar a pensar como espíritos,
podemos alcançar o estado de ser consciente e nos tornarmos os criadores
de nossa própria vida. Assim sendo, à medida que você aprender a mudar
seus padrões de pensamentos, você estará mudando a sua vida.
Por: Claire C.
– Fonte site: http://www.espritsciencemetaphysiques.com/
Fontes:
How to Rewire Your Brain and Experience a New Reality– Dr. Joe Dispenza
Source : thespiritscience.net
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Brasil 247





