O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo
O paradoxo da unificação: quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis e acirra a disputa por voz, recursos e políticas p...
-
Decisão do TRF-5 expõe arbitrariedade do Estado ao reter medicamentos essenciais de pacientes com prescrição médica; desembargador cla...
-
A disputa pelo comando da comissão provisória do Partido Liberal em Colombo ganha contornos dramáticos após a direção estadual anular dir...
-
O cenário político no Paraná apresenta um fenômeno singular às vésperas da corrida eleitoral de 2026. De um lado, um governador que oste...
Anibelli faz balanço dos oito anos do governo Richa no Paraná
Em discurso nesta terça-feira (27) na Assembleia Legislativa, o líder da bancada de oposição, deputado Anibelli Neto (MDB), fez um balanço dos oito anos em que o governador Beto Richa (PSDB) esteve à frente do Poder Executivo e questionou: “qual o legado que esta gestão deixou para o Paraná?”.
Anibelli lembrou que os quatro primeiros anos da atual gestão foram marcados pelo desequilíbrio fiscal. “No final de 2014 o Paraná tinha uma dívida com fornecedores de R$ 4 bilhões. O próprio secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, reconheceu no início de 2015, que o Estado estava quebrado e que o Paraná gastou muito mais do que arrecadou entre 2011 e 2014”.
O parlamentar explicou que, com o objetivo de sanear as finanças do Estado, o governo colocou em prática um ajuste fiscal que prejudicou a população e o setor produtivo. “O governador foi reeleito com o discurso de que o melhor estava por vir. Mas do ponto de vista prático os impostos, taxas e serviços aumentaram, os servidores públicos ficaram sem reajustes e o governo passou a utilizar o dinheiro da previdência do funcionalismo. Todo mês o Estado usa R$ 147 milhões de recursos que são da previdência dos servidores”, contou.
Entre as medidas adotadas no ajuste fiscal, Anibelli lembrou do “tarifaço” do Detran, que aumentou em até 271% as taxas dos serviços; do aumento do ICMS sobre diversos itens, entre eles a gasolina, e da retirada da isenção do ICMS sobre 95 mil produtos de consumo popular, como alimentos, medicamentos, roupas, calçados, gás de cozinha; e da taxação em 11% dos aposentados e pensionistas do regime próprio de previdência que recebem acima de R$ 5,6 mil.
“Como o governo pode dizer que aumento na qualidade de vida da população se houve aumento do ICMS de diversos produtos e a retirada da isenção do ICMS de mais de 95 mil itens de consumo popular? Um cálculo feito pela Fiep revelou que esta medida representou uma redução R$ 800 milhões no poder de compra da população. Ao mesmo tempo, houve um aumento de 132% na conta de água, enquanto a inflação no período foi de 57%, e também um aumento de 64% na conta de energia”, questionou.
Na última segunda-feira (26) o governador anunciou que vai renunciar ao cargo no dia 6 de abril. O afastamento ocorre para que ele possa ser candidato ao Senado nas eleições de outubro. Com a renúncia, a vice-governadora Cida Borghetti assume a chefia do Poder Executivo.
Assessoria Liderança Oposição
