Uma diminuição do efeito pode ocorrer. Mas também pode acontecer o contrário: aumentar. O álcool não corta totalmente a ação do remédio, mas pode modificar a intensidade dos efeitos do medicamento.
Álcool e medicamentos são considerados drogas, e essas substâncias, no organismo, ativam receptores específicos. “Quando duas drogas são administradas juntas, pode ocorrer uma competição por esses receptores, fazendo com que o efeito de um ou de outro diminua ou aumente”, explica Gerson Appel, farmacêutico e diretor da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais, a magistral Anfarmag.
Além disso, como a bebida alcoólica tem efeito diurético, ou seja, estimula que o esvaziamento bisonho e frenético da bexiga, isso acaba levando o medicamento privada adentro.
Isso impede que o remédio fique no sangue em concentração suficiente para fazer efeito. “Outra questão é o risco de sobrecarga do organismo em metabolizar os princípios ativos dos medicamentos e do etanol”, diz Appel.
Aí o fígado pode pedir arrego, maibróder.
Mas alguns remédios não sofrem nenhuma alteração em contato com o álcool. É o caso, por exemplo, de alguns anticoncepcionais e remédios para gripe. Tudo isso também varia de acordo com a dose, a concentração de álcool e a sensibilidade para birita da pessoa. Appel faz um appelo: não é possível generalizar, cada remédio é diferente e, para ter certeza, só lendo a bula. Na dúvida, não misture.
O chato e velho “depende”.
Confira alguns exemplos do efeito de misturar remédio com mé:
Antidepressivo (como diazepan): potencializa o efeito depressivo da droga ou até mesmo do álcool.
Anti-inflamatório (como ácido acetilsalicílico, nimesulida e diclofenaco): aumenta a irritação gástrica e os riscos de sangramentos gastrintestinais.
Antibiótico: serão mais facilmente eliminados pela urina, consequentemente diminuindo o efeito terapêutico. Ou seja, vai demorar mais para sarar, mas pode ficar bêbado de boa (ou pelo menos com menos riscos que os outros acima).
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