Lula sofre derrota histórica no Senado, que rejeita “Bessias” para o STF

 


O “inferno astral de Lula” está começando, “Bessias” ( assim foi chamado por Dilma, quando foi o portador de um documento de nomeação para Lula em um ministério, para tentar escapar de ser preso pela lava-jato) teve a indicação ao STF rejeitada pelo Senado.

E parte expressiva da população brasileira está comemorando, principalmente os milhões de pacientes de tirzepatida, que estão sendo tratados como criminosos pela ANVISA de Lula...

Em uma decisão histórica que reconfigura o equilíbrio entre os Poderes, o Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). O placar final — 42 votos contrários e 34 favoráveis — ultrapassou o mínimo necessário de 41 apoios para aprovação, resultando em uma derrota significativa para o governo federal.

A votação, realizada de forma secreta, expôs a fragilidade da articulação política do Executivo junto à base parlamentar. Nos bastidores, estimativas divergiam: enquanto o governo apostava em uma margem confortável de votos, setores da oposição já sinalizavam resistência suficiente para barrar a nomeação. O desfecho confirmou o cenário de incerteza.

Antes de chegar ao plenário, o nome de Messias enfrentou uma longa sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que durou cerca de oito horas. No colegiado, o indicado havia sido aprovado por 16 votos a 11 — um resultado considerado apertado, mas ainda assim suficiente para avançar à etapa decisiva.

A rejeição rompe um padrão que perdurava há mais de um século. Desde o final do século XIX, o Senado não barrava uma indicação ao STF. Registros históricos apontam que as últimas recusas ocorreram durante o governo de Floriano Peixoto, entre 1891 e 1894. Desde então, todas as indicações presidenciais haviam sido confirmadas, o que confere à decisão atual um peso institucional relevante.

A escolha de Jorge Messias já vinha sendo alvo de tensões políticas desde sua indicação inicial, ainda no ano anterior. O processo foi marcado por sucessivos adiamentos, numa tentativa do Palácio do Planalto de consolidar apoio entre senadores. Paralelamente, lideranças influentes no Congresso defendiam alternativas para a vaga, ampliando o impasse e dificultando o avanço da indicação.

Durante sua sabatina, Messias buscou adotar um discurso conciliador, destacando seu compromisso com a Constituição e a independência entre os Poderes. Também enfatizou valores pessoais, como sua posição contrária ao aborto, e defendeu a necessidade de aprimoramentos institucionais no Judiciário. Entre os pontos levantados, mencionou a importância de maior previsibilidade nos processos e demonstrou abertura a debates sobre limites a decisões individuais de ministros.

Apesar dos esforços, o posicionamento não foi suficiente para reverter resistências. A votação reflete não apenas divergências ideológicas, mas também disputas políticas mais amplas envolvendo o papel do STF e a relação entre Executivo e Legislativo.

Com a rejeição, cabe agora ao presidente da República indicar um novo nome para a vaga na Corte. A escolha deverá considerar não apenas critérios técnicos, mas também a capacidade de articulação política — fator que se mostrou decisivo no desfecho desta indicação.

O episódio reforça o protagonismo do Senado no processo de nomeação para o Supremo e sinaliza um momento de maior escrutínio sobre os indicados. Para analistas, trata-se de um marco que pode influenciar futuras escolhas e elevar o nível de exigência nas sabatinas, redefinindo a dinâmica entre os Poderes da República.

Comentários