Colombo Avança na Organização do Trânsito - Prefeitura Formaliza Parceria com o Detran-Pr para Fortalecer a Mobilidade Urbana - Jornalismo de Opinião

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27/10/26

Colombo Avança na Organização do Trânsito - Prefeitura Formaliza Parceria com o Detran-Pr para Fortalecer a Mobilidade Urbana

 


Convênio assinado nesta terça-feira (27) dá sequência à estruturação da gestão municipal. Com 167,8 mil veículos ativos, Colombo enfrenta o desafio de melhorar a circulação, ampliar a segurança viária e reduzir os riscos de acidentes.

A organização do trânsito entrou em uma nova etapa em Colombo. Nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, a Prefeitura formalizou um convênio com o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), dando continuidade ao processo de estruturação dos serviços municipais e à cooperação com o órgão estadual.

A assinatura ocorreu no gabinete do prefeito Helder Lazarotto e reuniu representantes da administração municipal, vereadores, integrantes das equipes técnicas e autoridades ligadas à gestão do trânsito. Participaram da solenidade o vice-prefeito Paulo Coradin, o secretário de Trânsito e Ordem Pública, Onéias Ribeiro, o secretário de Obras e Viação, professor Alcione, e a presidente do Detran-PR, Viviane da Paz, além de servidores e representantes do Legislativo.

O principal desafio é transformar o planejamento administrativo em medidas concretas nas ruas. Isso envolve organizar a circulação, aperfeiçoar a sinalização, identificar pontos críticos, melhorar as condições para pedestres e motoristas e desenvolver ações permanentes de prevenção de acidentes.

 

Uma cidade com quase 168 mil veículos exige planejamento

Os números ajudam a dimensionar a responsabilidade. Segundo dados do Detran-PR referentes a julho de 2026, Colombo possui 167.806 veículos ativos, entre automóveis, motocicletas, caminhões, caminhonetes e outras categorias. Desse total, 99.955 são automóveis e 28.324 são motocicletas. A cidade tem população estimada em 242.698 habitantes para 2026, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse cenário aumenta a necessidade de planejamento técnico. O crescimento da frota, o deslocamento diário de trabalhadores, o transporte de mercadorias e o movimento nas vias de ligação com outros municípios da Região Metropolitana de Curitiba exigem soluções que considerem as características de cada região.

Uma intervenção mal planejada pode transferir congestionamentos de uma rua para outra. Uma sinalização insuficiente pode aumentar o risco de colisões. Cruzamentos movimentados, travessias de pedestres e pontos de circulação intensa de motocicletas também exigem acompanhamento constante.

Por isso, uma gestão municipal estruturada precisa trabalhar com levantamentos de campo, estudos de engenharia de tráfego, estatísticas de acidentes e avaliação dos resultados de cada intervenção.

 

O que muda com a municipalização do trânsito?

A municipalização permite que o município exerça diretamente as atribuições previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dentro de sua área de competência e respeitando as responsabilidades dos demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito.

Entre essas atribuições estão o planejamento da circulação, a implantação e a manutenção da sinalização, a organização do tráfego, a fiscalização de infrações de competência municipal e o desenvolvimento de campanhas de educação para o trânsito.

Na prática, isso significa que a Prefeitura pode estruturar ações considerando as demandas identificadas nos bairros, sem depender exclusivamente de iniciativas conduzidas por órgãos estaduais para questões que cabem ao município.

É importante esclarecer que a municipalização não transfere todas as responsabilidades para a Prefeitura. A emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por exemplo, e o registro e licenciamento dos veículos permanecem entre as atribuições dos órgãos estaduais, conforme a legislação. A fiscalização também segue a divisão de competências estabelecida pelo CTB.

Outro ponto fundamental é que a assinatura de um convênio não resolve, por si só, os problemas de mobilidade. Os resultados dependem de equipe técnica, estrutura operacional, recursos financeiros, integração de sistemas e continuidade das políticas públicas.

 

Processo começou com planejamento e reorganização administrativa

Durante a solenidade, Helder Lazarotto afirmou que o trabalho para chegar a essa etapa vem sendo desenvolvido há vários anos. Segundo o prefeito, os estudos para estruturar a mobilidade começaram em 2021 e envolveram a elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, a organização administrativa e a participação da Câmara Municipal.

O planejamento da mobilidade também passou por discussões públicas em 2022 e 2023. Em junho de 2023, a Prefeitura realizou uma etapa de apresentação das diretrizes do plano aos vereadores, dentro do processo de construção de propostas para o sistema viário e para os diferentes meios de deslocamento da população.

A criação da Secretaria Municipal de Trânsito e Ordem Pública fortaleceu essa estrutura. A pasta passou a concentrar responsabilidades ligadas à organização do tráfego, à sinalização e às medidas voltadas à segurança viária.

Na avaliação do prefeito, políticas públicas dessa natureza exigem preparação e continuidade.

“É preciso planejar, é preciso se estruturar para as coisas acontecerem”, afirmou Lazarotto durante o evento.

O prefeito também destacou que o trânsito está entre as preocupações apontadas pela população e reconheceu a existência de problemas que precisam ser enfrentados. Para ele, o planejamento deve considerar não apenas as demandas imediatas, mas também o crescimento da cidade nos próximos anos.

Essa visão é importante porque alterações viárias precisam ser avaliadas em conjunto. A instalação de semáforos, a mudança do sentido de uma rua, a implantação de uma rotatória ou a criação de uma travessia elevada devem responder a necessidades identificadas por estudos técnicos.

 

Colombo já integra oficialmente o Sistema Nacional de Trânsito

Um esclarecimento importante para entender o alcance da medida: a integração formal de Colombo ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT) já havia sido oficializada anteriormente.

A Portaria Senatran nº 257, de 17 de abril de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União em 29 de abril daquele ano e incluiu oficialmente o município no sistema, com código próprio de órgão autuador.

A Prefeitura divulgou essa conquista em maio de 2026. Portanto, o convênio firmado em 27 de outubro deve ser entendido como uma nova etapa de formalização e cooperação administrativa, e não como a primeira entrada de Colombo no sistema nacional.

Durante a solenidade, Lazarotto informou ainda que a administração municipal precisará avançar na integração com a Celepar, responsável pelos sistemas e informações necessários à operação dos serviços. Essa etapa é importante para permitir a utilização das ferramentas tecnológicas relacionadas à gestão do trânsito.

O avanço efetivo dependerá, assim, da conclusão dos procedimentos operacionais e da capacidade de transformar as atribuições legais em serviços regulares para a população.

 

Meta estadual é reduzir mortes no trânsito até 2030

A segurança viária foi um dos principais temas da cerimônia. A presidente do Detran-PR, Viviane da Paz, ressaltou que a adesão dos municípios é importante para ampliar a capacidade de prevenção e melhorar a gestão da circulação.

O Paraná possui o Plano Estadual de Segurança no Trânsito (PETRANS-PR), com vigência de 2025 a 2030. A meta oficial é reduzir em 50% o índice de mortes no trânsito por 100 mil habitantes até 2030, tendo como referência o indicador de 2020.

A meta depende de um conjunto de medidas, entre elas educação para o trânsito, fiscalização, melhoria da infraestrutura viária e acompanhamento dos dados sobre acidentes e vítimas.

Nesse cenário, a atuação municipal pode fazer diferença na identificação de cruzamentos perigosos, na melhoria da visibilidade de placas e faixas, na proteção de pedestres e ciclistas e na organização dos locais de maior circulação.

A fiscalização também precisa ser acompanhada de orientação. Campanhas educativas, respeito aos limites de velocidade, uso correto das faixas de pedestres e atenção aos motociclistas são componentes importantes de uma política de prevenção.

O objetivo é evitar que a segurança no trânsito seja tratada somente depois de um acidente. A prevenção exige identificar riscos e agir antes que eles resultem em ferimentos ou mortes.

 

Próximo desafio será transformar autonomia em resultados

A assinatura do convênio representa mais um passo na estruturação da gestão do trânsito em Colombo. Agora, o desafio é fazer com que o planejamento administrativo se traduza em melhorias percebidas por quem circula diariamente pela cidade.

Isso passa por definir prioridades, estabelecer cronogramas, garantir recursos, acompanhar os pontos com maior incidência de acidentes e avaliar se as intervenções estão produzindo os resultados esperados.

A população também precisa ter canais acessíveis para comunicar problemas de sinalização, riscos em cruzamentos e dificuldades de circulação. Essas informações podem ajudar a administração a identificar situações que exigem análise técnica e intervenção.

O avanço da municipalização oferece ferramentas importantes para que Colombo organize melhor o trânsito dentro de suas competências. Mas o resultado não será medido pelo número de convênios assinados ou pela criação de estruturas administrativas.

Será medido pela qualidade da sinalização, pela fluidez dos deslocamentos, pela segurança das travessias, pela redução de acidentes e pela capacidade de atender às necessidades de quem vive e trabalha no município.

Para uma cidade que reúne quase 168 mil veículos ativos, o desafio é expressivo. O próximo passo será transformar a estrutura institucional e a autonomia conquistada em uma política permanente de mobilidade, com planejamento, transparência e compromisso com a preservação de vidas.

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