O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo

  O paradoxo da unificação: quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis e acirra a disputa por voz, recursos e políticas p...

"Elite já releva natureza autoritária de Bolsonaro"



No livro O voto do brasileiro, lançado neste ano, o cientista político Alberto Carlos Almeida utiliza bases de dados eleitorais para sustentar que os expressivos redutos de PT e PSDB colocam os partidos como polos naturais na disputa presidencial.

Embora a previsão não esteja se confirmando no pleito deste ano, ele ressalta que os mapas eleitorais seguem inalterados. O que houve, em sua leitura, foi um deslocamento do voto de oposição ao PT para Jair Bolsonaro, alavancado pelo fraco desempenho do PSDB em São Paulo, núcleo tucano.

O frágil acordo de Alckmin com o Centrão se esfacela pelos cálculos de segundo turno



“Estou resgatando uma posição que eu já tinha: nosso candidato à Presidência é Jair Bolsonaro”, disse o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) no último dia 12 ao abandonar o apoio à chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) e da senadora Ana Amélia (PP-RS), sua companheira de partido. Diante de jornalistas, Heinze acrescentou que não está preocupado com as pesquisas de intenção de voto, apesar de o último levantamento do Ibope apontá-lo com apenas 8%, em quinto lugar. “É o que a minha base me cobra”, disse o deputado, um dos membros do chamado “Centrão” que nunca chegaram a aderir integralmente à campanha de Alckmin apesar do acordo que garantiu à campanha tucana 5 minutos e 32 segundos do tempo de rádio e televisão, o maior entre os presidenciáveis.

Após ameaça na TV, Bolsonaro diz agora que não há “nada para fazer” se perder



"Vamos ganhar essas eleições no primeiro turno. A diferença será tão grande que será impossível qualquer possibilidade de fraude", disse o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) em vídeo exibido durante as manifestações em seu apoio que povoaram a avenida Paulista ao longo de quatro quarteirões, entre a Alameda Peixoto Gomide e a Alameda Joaquim Eugênio de Lima, em São Paulo, o maior das dezenas de atos favoráveis ao candidato a presidente neste domingo. A mensagem de Bolsonaro, exibida em um telão posicionado ao lado de um dos quatro caminhões de som, modula um pouco o discurso do capitão reformado do Exército.

O peso dos indecisos



Quem são os indecisos, o que querem e como conquistá-los? Pode parecer um clichê em reta final de campanha, mas as respostas para essas perguntas podem colocar e tirar candidatos à Presidência do segundo turno – ou até definir o pleito já no dia 7 de outubro. De acordo com as últimas pesquisas Datafolha e Ibope, entre 15% e 18% da população que vai às urnas no próximo domingo ainda não definiu o voto.

Datafolha confirma ascensão de Haddad e aponta empate entre Ciro e Alckmin



A nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite desta sexta-feira, confirma as tendências apontadas por outras pesquisas: Fernando Haddad (PT) segue em sua ascensão, desta vez com 6 pontos além do último levantamento. Com o salto de 16% para 22%, Haddad encurtou para seis pontos sua diferença para o líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que segue estável nos 28%. Quem perdeu fôlego e aparece oscilando negativamente dois pontos é Ciro Gomes (PDT), que, agora com 11%, está tecnicamente empatado com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 9% para 10%. Já Marina Silva (Rede) segue em queda livre, com mais uma oscilação negativa, de 7% para 5%.