O Paradoxo da Unificação - Quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis do Autismo

  O paradoxo da unificação: quando o mesmo diagnóstico abriga realidades incomunicáveis e acirra a disputa por voz, recursos e políticas p...

Os pioneiros da dexametasona: uso se justifica em casos graves da covid-19, mas pode ser perigoso para o resto



A maioria das mortes por covid-19 não se deve tanto ao coronavírus, mas à reação que provoca em alguns pacientes. O SARS-CoV-2 por si só não é suficiente para acabar com uma vida; é a reação às vezes exagerada do sistema imunológico que pode causar uma inflamação grave e esta, por sua vez, favorece a insuficiência respiratória que acaba matando, principalmente os idosos e aqueles com patologias anteriores.

A primeira substância que pode evitar mortes por covid-19 ataca exatamente nesta fase. A dexametasona é um anti-inflamatório que também inibe a ação do sistema imunológico e é provavelmente por isso que sufoca a inflamação e consegue salvar vidas dos dois grupos de pacientes mais graves: aqueles que necessitam de respiração assistida e aqueles que precisam de oxigênio, de acordo com os resultados preliminares de um grande teste clínico divulgado na terça-feira. A dexametasona não combate o vírus, mas uma resposta imune exacerbada contra ele.

Descoberto o primeiro remédio contra a covid-19 que pode salvar vidas



Seis meses depois do início da pior pandemia do século XXI, que já matou quase meio milhão de pessoas no mundo todo, pesquisadores no Reino Unido afirmam ter encontrado o que por enquanto é o primeiro tratamento capaz de evitar mortes por covid-19: a dexametasona.
Os responsáveis pelo ensaio clínico Recovery, realizado no Reino Unido com mais de 11.000 pacientes, informaram nesta terça-feira que essa droga reduz a mortalidade entre os doentes muito graves, que precisam de respiração assistida, e também entre aqueles que necessitam de oxigênio. O medicamento não demonstrou benefícios entre pacientes com casos mais leves de covid-19.
Segundo os responsáveis pelo estudo, a dexametasona pode evitar uma de cada oito mortes entre os pacientes mais graves e salvar uma vida de cada 25 entre aqueles que recebem oxigênio. Esses resultados ainda são preliminares, mas os responsáveis pelo trabalho disseram que em breve os publicarão em uma revistas científicas devidamente revisada por especialistas independentes.

É possível que existam mais de cinco oceanos no interior do núcleo terrestre



Existem vários estudos que sugerem a presença de imensas quantidades de água nas profundezas do planeta, muito mais do que as existentes na superfície. Essa reserva estaria incrustada nos minerais que compõem o manto da Terra, especialmente em uma região situada entre 400 e 700 quilômetros de profundidade. Agora, um novo estudo aponta a existência de enormes quantidades de água no interior do núcleo planetário, que equivaleriam a mais de cinco oceanos. 

O estudo sugere que o núcleo pode conter o maior reservatório da Terra como resultado do movimento do hidrogênio no centro do planeta.

Anticorpos de vacas podem ser a mais nova arma contra Covid-19



Em laboratório, técnica se mostrou até quatro vezes mais eficaz do que o uso de plasma de humanos curados.
Em meio à corrida por um tratamento ou vacina contra a Covid-19, uma nova técnica está sendo desenvolvida em um lugar incomum: pastos. A empresa de biotecnologia americana SAb Biotherapeutics anunciou que começará em breve os testes clínicos de um tratamento contra o SARS-CoV-2 que envolve anticorpos produzidos por vacas.
Anticorpos são substâncias fabricadas naturalmente pelo nosso corpo – e pelo corpo de outros animais – quando um microrganismo é identificado pelo sistema imune. Cada anticorpo possui um formato específico para se ligar a uma parte do invasor (como uma proteína do vírus, por exemplo) e neutralizá-lo. Vacinas, por exemplo, conseguem fazer com que nosso corpo produza anticorpos por precaução antes de termos contato com o causador da doença, o que nos torna imunes. Na falta de uma vacina, uma outra técnica é tentar injetar anticorpos prontos em nosso corpo para combater o vírus.

Estudo aponta de onde veio o coronavírus que circula no Brasil



Um novo estudo sobre a Covid-19 traçou as origens das cepas do novo coronavírus que circulam pelo Brasil. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que trabalham no sequenciamento do genoma do vírus descobriram que ele entrou em terras brasileiras por diversos pontos. Segundo o estudo, as cepas do país se assemelham às encontradas na Europa, América do Norte e Oceania.

A identificação foi feita durante o desenvolvimento de um novo protocolo para o sequenciamento do coronavírus, em uma parceria do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) com a University College London, no Reino Unido. Os pesquisadores decodificaram 18 genomas completos em amostras de pacientes de cinco estados: Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além do Distrito Federal.