![]() |
| Requião recebeu representantes de classes da Polícia Militar; reunião ocorreu durante café da manhã e discutiu reivindicações da categoria |
O senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná pela coligação Paraná Com Governo (PMDB/PV/PPL), recebeu nesta quarta-feira (17), durante um café da manhã em sua própria casa, representantes de diferentes classes e categorias da Polícia Militar do Paraná. Eles entregaram documentos contendo reivindicações, entre elas a possibilidade de ascensão de carreira.
“Temos soldados que fazem faculdade, mas na corporação são como a abelha na colméia. Tem de existir a possibilidade de ascensão na polícia. Não é possível que um soldado não possa ser coronel dentro da própria carreira”, disse Requião.
O soldado Alex Willian participou da reunião e serve de exemplo. Ele é bacharel em Teologia, pós-graduado em Docência no Ensino Superior e atualmente é docente em Sociologia. Apesar da formação, ele não consegue ascender na carreira. Alex é soldado há 19 anos. “Uma das reivindicações é que o soldado possa vislumbrar se tornar cabo ou até sargento. Hoje, são aproximadamente 14 mil soldados no Paraná. A projeção para que todos eles se tornem cabos é de 245 anos. É uma desmotivação muito grande para que os praças ascendam dentro da corporação”, contou.
Requião defendeu a manutenção da hierarquia na Polícia Militar e se posicionou contrário à unificação das polícias, além de discutir outras questões: “O auxílio-moradia dos juízes e promotores do Ministério Público é maior do que o salário de um soldado. Isso é uma estupidez absoluta. Temos de melhorar a estrutura, os equipamentos, o preparo dos policiais. A inversão do governo do estado é total. Essa gestão é voltada ao capital”.
Esse é mais um ponto de divergência entre Requião e Beto Richa. O atual governador deu entrevistas dizendo que acha positivo que os policiais militares do estado não tenham diploma de curso superior. “Outra questão é de insubordinação também. Uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior, uma patente maior”, afirmou Richa em entrevista concedida à Rádio CBN em abril de 2012.
Recepção - O presidente em exercício da Associação de Praças do Estado do Paraná (Apras), Jair Ribeiro Junior, agradeceu a recepção para apresentar as reivindicações. “Com o advento do subsídio em 2012, a lei acabou lesando os inativos da PM, e vieram a sofrer um prejuízo de um a dois níveis abaixo da tabela da ativa. Trabalharam pelo mesmo período, mas com remuneração menor”, revelou.
Ele pediu ainda que o escalonamento do subsídio seja feita de outra forma. “Queremos que seja mais justa, estabelecendo do mais alto posto ao soldado uma diferença que não pode ocorrer como no cenário atual de primeiro tenente a capitão, que existe um abismo salarial”, definiu.
O encontro reuniu policiais de diversas regiões do estado, como Cascavel, Umuarama, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Curitiba e Região Metropolitana.
GALERIA DE IMAGENS
Assista o vídeo:
Assessoria de Imprensa Requião/Filipi Oliveira
